A HBO liberou uma prévia do próximo episódio de Game of Thrones, o 6º da temporada, "The old gods and the new" (Os velhos e novos deuses). O episódio vai ao ar dia 6 de maio, na HBO, às 22:00.

No mundo fictício de Westeros, dois clãs estão no centro de uma guerra pela sucessão do Trono de Ferro, na expectativa de decidirem quem governará sobre os Sete Reinos. São os Lannister ao sul e os Stark, ao norte. Este poderia ser um resumo breve de A guerra dos tronos (Editora Leya, R$39,90), mas há muito mais para se falar sobre o primeiro volume da série fantástica As crônicas de gelo e fogo, lançada em 1996 nos EUA, que já vendeu mais de 15 milhões de exemplares em todo o mundo e chegou ao Brasil em 2011, na esteira da estreia da adaptação para a TV feita pela HBO.
A leitura de A Guerra dos Tronos passa depressa, apesar das 567 páginas de história. O estilo de George R. R. Martin é fluído, mesmo sem utilizar termos fáceis e tramas rasas. É muito difícil criar uma trama rasa e fazê-la render em tantas páginas. Neste caso, a trama está longe de ser rasa. É densa, com inúmeros personagens (estima-se que haja mais de mil personagens nomeados até o volume quatro, O Festim dos Corvos) que ganham importância à medida que novos capítulos passam.
E por falar em capítulos, estes são fundamentais para a construção da história, que no final das contas acaba não tendo um protagonista ou um único clã pelo qual o leitor possa se colocar a favor. Isso porque cada capítulo é narrado em terceira pessoa, porém sob o ponto de vista de determinado personagem. Há capítulos em que o personagem central é Tyrion Lannister, membro de um dos clãs mais odiados pelos leitores, mas que por ser retratado de maneira tão próxima, acaba conquistando a simpatia e arrebanhando fãs. Ao conhecer os temores, pensamentos e reações de um personagem por capítulo, o leitor acaba se identificando com algum aspecto da personalidade, sendo quase improvável que o livro acabe sem que haja a identificação com pelo menos um personagem dentre as inúmeras opções.
Há que se destacar também o universo de Westeros, extremamente bem pensado e elaborado por Martin. Mesmo que não seja tão detalhista em suas descrições como acontece na obra de Tolkien, o autor de A Guerra dos Tronos é obcecado na ambientação, resultando em ricas construções de seus cenários, seja através das palavras ou por meio dos mapas localizados na primeira e na última página do volume. A todo momento o leitor vê-se levado a procurar nos mapas a localização de cada novo cenário inserido na trama, amplificando ainda mais a cumplicidade com o autor.
Embora seja um romance inserido no gênero fantástico, a obra de Martin bebe com vontade da fonte dos romances históricos. Prova disso é a imensa quantidade de sexo, violência bem descrita e toda sorte de características animalescas presentes na história da humanidade: incesto, estupros, prostituição, irmão matando irmão, laços familiares desfeitos, traições. Esse realismo anda de mãos dadas com todos os elementos clássicos da fantasia, como honra, tradição e atos cavalheirescos. Mas Martin não permite que tais elementos sejam colocados de forma simples diante do leitor. Os personagens podem agir de maneira sórdida em um capítulo e no próximo terem atitudes heroicas, e é essa ambiguidade que os torna tão cativantes, tão próximos de nós.
Assim é A Guerra dos Tronos. Uma obra rica em elementos fantásticos e realistas ao mesmo tempo, com múltiplos personagens importantes e inesquecíveis. Um livro merecedor de todos os elogios recebidos, capaz de tornar o leitor mais que um fã, um conhecedor de uma geografia e história totalmente novas, repletas de novos mistérios a serem desvendados a cada página, a cada parágrafo. Simplesmente brilhante.
A busca pelo nosso começo pode levar ao nosso fim.

O retorno de Ridley Scott ao universo de Alien, o Oitavo Passageiro, criado por ele mesmo, ganhou um novo trailer internacional. Prometheus, que é um prelúdio ao primeiro filme, acompanhará uma equipe de cientistas que viaja aos confins do universo na busca por respostas sobre a origem da humanidade na Terra. Em sua viagem, eles se depararão com uma batalha pelo futuro da raça humana. No elenco estão Michael Fassbender (X-Men: Primeira Classe), Rooney Mara (Sherlock Holmes - Jogo de Sombras), Charlize Theron (Jovens Adultos), Idris Elba (Thor) e Guy Pearce (Amnésia).

A cada nova prévia, a gente fica ainda mais ansioso para assistir.

Veja o trailer:


Prometheus estreia em 15 de junho no Brasil.
Indicado ao Oscar de Filme Estrangeiro e premiado com o Leão de Ouro no Festival de Veneza em 1994, Antes da Chuva (Before the Rain, Macedônia/França/Reino Unido) é desses filmes que martelam na memória muito tempo depois de encerrada a projeção.
Dividido em três partes que acabam se interligando em certo momento, a obra do diretor macedônio Milcho Manchevski tem início mostrando Kiril, um monge católico ortodoxo que vive em um vilarejo na Macedônia. O rapaz vive em um voto de silêncio há dois anos, e seus dias são cheios de rezas, missas e trabalho na horta do monastério. Até o dia em que uma misteriosa menina albanesa entra sorrateiramente em seu quarto; ela está sendo procurada por matar um camponês cristão. Sem saber como agir, Kiril abriga a moça e sua ação pode ter consequências trágicas. Este acontecimento inicial terá seu desenrolar mostrado no decorrer da história, sendo conectado a um fotógrafo premiado vivendo em Londres e sua amante, juntamente com uma família de camponeses macedônios.
A própria estrutura narrativa do filme traduz a filosofia expressa em todo o tempo durante a trama: "O tempo nunca morre. O ciclo nunca se completa." Isso porque o tema do tempo é crucial para a compreensão de Antes da Chuva. Aparentemente linear, o roteiro apresenta uma reviravolta que responde a muitas perguntas - e faz outras surgirem.
Muitas questões de alta relevância são tratadas profundamente pelo roteiro, sendo a principal a questão da identidade: nacional, religiosa e de gênero. Manchevski não faz concessões para mostrar que a guerra está em toda parte e não se importa com tradições e costumes. Na verdade, a guerra muda tudo.
Em determinado momento, Alexsander, o fotógrafo macedônio radicado em Londres pergunta a um médico do vilarejo porque haveria guerra naquele local tão tranquilo. O diálogo segue assim:
"Alexsander: Aqui não há motivo para lutar.
Médico: Encontrarão um. A guerra é contagiosa."
Com um conjunto de elementos técnicos (fotografia, trilha sonora, direção de arte) em rara e bem-vinda harmonia, o filme de Milcho Manchevski deve ser apreciado como se degusta um bom vinho.
Assim é Antes da Chuva. Violento, lírico, filosófico, contemporâneo, relevante. Tantos são os temas importantes que uma segunda e ainda uma terceira sessão fazem-se necessárias. Há muito o que se ver e muito o que se sentir. Exatamente o que torna um simples filme em um clássico moderno.

Antes da Chuva (1994) on IMDb

O Vingador do Futuro (Total Recall), remake do clássico de ficção científica estrelado por Colin Farrel, aparenta ser uma reinvenção até mesmo visual em relação ao original, com Schwarzenegger como protagonista. Desta vez, a direção é de Len Wiseman (Anjos da Noite).

Na trama, Douglas Quaid (Colin Farrel) é um operário que tem memórias implantadas no cérebro para acreditar que em suas férias viajou para Marte trabalhando como um super-espião, mas a operação não dá certo e ele passa a ser perseguido, lutando ao lado de um grupo rebelde contra um estado opressor.

No elenco estão Bryan Cranston (Breaking Bad), Kate Beckinsale (Terror na Antártida e Anjos da Noite) e Jessica Biel (Stealth - Ameaça Invisível).

O filme estreia em 3 de agosto. Veja  o trailer:


A HBO liberou um preview com algumas cenas do próximo episódio de Game of Thrones, "Garden of Bones". Veja aqui:


Game of Thrones é exibida simultaneamente nos EUA e na América Latina, aos domingos, às 22:00, no canal pago HBO.
"Caçado pelo seu futuro - Assombrado pelo seu passado"

Está aí um filme que promete. Pelo trailer, ficamos sabendo que Gordon-Levitt (A Origem) é um assassino especializado em matar pessoas no futuro. Sua vida entra em parafuso quando ele é contratado para matar sua própria versão futura, representada por Bruce Willis (RED - Aposentados e Perigosos). Vendido como um thriller de ficção científica e tendo sido comercializado em Cannes, Looper é dirigido por Rian Johnson (A Ponta de um Crime, Os Vigaristas), conta ainda com Emily Blunt (Os Agentes do Destino) no elenco e tem lançamento previsto para 28 de setembro.

Veja o trailer:



Todo mundo ama listas. Seja para concordar ou (na maioria das vezes) abominar completamente, as listas têm um magnetismo inexplicável que atraem a atenção. Pode ser lista de qualquer coisa: desde as 10 melhores marcas de creme dental até os 50 melhores erros de gravação das novelas mexicanas da década de 80.
Eu também confesso que sou fã de listas, e nesta seção de nosso Pop Cine Mais vou postar sempre listas bacanas sobre o universo da cultura pop, feitas por mim ou por outras pessoas.
Vamos começar com as famigeradas sequências. Funciona assim: se um filme fez um sucesso estrondoso, os executivos engravatados de Hollywood, com cifrões nos olhos, logo engatilham uma continuação. Não importa se a história do filme se encerrou completamente ali, o que importa é que o público vai voltar para mais.
O fato é que algumas sequências realmente bombam - falaremos sobre estas outra hora - mas algumas deram certo, e não somente isso. Até ficaram melhores do que o filme original, ou tão boas quanto. A revista inglesa Total Film fez a lista com 50 filmes, dos quais eu escolhi 10 para postar aqui. Você pode criticar à vontade, ou elogiar, ou sugerir um filme que poderia estar incluído. Para ver a lista original (em inglês), clique AQUI

Eis os eleitos:

10. Uma Noite Alucinante (de Sam Raimi, 1987) - Antes de Homem-Aranha, Sam Raimi era um jovem diretor independente que em 1981 fez um pequeno filme de terror, Evil Dead - A Morte do Demônio, que se tornou cult e cativou um público sedento de bons filmes do gênero. Em 1987, Raimi refez o primeiro filme - isso nos primeiros 10 minutos de projeção - para depois mostrar o que acontece ao personagem de Bruce Campbell, Ash, agora que ele está por conta própria e enlouquecendo mais a cada minuto.
Porque é superior: The Evil Dead era um terrir, uma mistura de terror com comédia de humor negro. O segundo filme é uma comédia de grande plasticidade, enquanto Raimi utiliza sua maior experiência unida a um orçamento consideravelmente maior para levar o gênero a áreas novas, ainda mais insanas.

Hannibal: medo e Oscar
9. O Silêncio dos Inocentes (de Jonathan Demme, 1991) - Trata-se de uma sequência de Caçador de Assassinos, que Michael Mann fez em 1986, com novo elenco e equipe criativa. Mas este filme utiliza de um trunfo que o original não levou em conta: Hannibal Lecter atrás das grades, dando conselhos sobre um serial-killer que está à solta.
Porque é superior: Jonathan Demme favorece o horror gótico enquanto Mann optara por um thriller moderno, criando um bicho-papão assustador na figura do Hannibal de Anthony Hopkins, e varrendo todos os cinco prêmios principais no Oscar.

8. O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (de James Cameron, 1991) - John Connor pensa que sua mãe já cuidou do exterminador, mas espere aí! Estamos falando de viagem no tempo e a Skynet passou por uma atualização!
Porque é superior: James Cameron, que ainda vai aparecer nesta lista, supera o original não somente por fazer tudo maior, mas por confundir as expectativas - não apenas Scharza é o mocinho desta vez, como parece uma menininha diante da ameaça sombria e fatal do exterminador transmorfo T-1000.

Gollum: personagem revolucionário
7. O Senhor dos Anéis: As Duas Torres (de Peter Jackson, 2002) - Quando a jornada fica mais difícil, a Sociedade do Anel se divide em dois: uma metade encurralado no Abismo de Helm e a outra forçada a confiar em um guia suspeito.
Porque é superior: OK, podemos estar exagerando. Afinal de contas, a maioria das pessoas vê toda a trilogia como um único filme. Mas foi essa parte do meio - que traz a melhor batalha da saga e introduz um personagem pioneiro no uso de CGI, Gollum - que deu aos fãs verdadeira fé na habilidade de Peter Jackson.

6. O Despertar dos Mortos (de George A. Romero, 1978) - Na manhã seguinte à noite apocalíptica, os sobreviventes percebem que um shopping center é o lugar perfeito para se entrincheirar contra as hordas de zumbis.
Porque é superior: George A. Romero põe em primeiro plano os subtextos sociais do filme original para criar uma visão satírica de nosso frenesi consumista, provando - como ele faria na década de 80 em O Dia dos Mortos - que zumbis são o símbolo perfeito, não importa a era.

5. Batman - O Cavaleiro das Trevas (de Christopher Nolan, 2008) - O Coringa inicia um reinado de terror em Gotham City que ameaça pôr abaixo tudo pelo que lutaram o cavaleiro das trevas, Batman, e o cavaleiro da luz, Harvey Dent.
Porque é superior: Se Batman Begins trouxe hiperrealismo às histórias de origem de super-heróis, a sequência se coloca como um épico sobre crime, no qual o fato de os heróis falhos e os vilões psicóticos usarem fantasias é apenas um detalhe.

A Pixar acertou de novo. E de novo. E de novo.
4. Toy Story 2 (de John Lasseter, 1999) - Os papéis são invertidos, enquanto Buzz Lightyear deve salvar Woody quando este é sequestrado por um colecionador de brinquedos.
Porque é superior: O dilema de Woody - viver em um museu de brinquedos ou arriscar ser abandonado pelo dono Andy? - ganha ares de trauma existencial, enquanto o filme brinca brilhantemente com o original (o "segundo Buzz" é ideia de gênio). Melhor ainda, o núcleo emocional do filme estabelece as bases para o também excelente Toy Story 3.

Ripley arrebenta!
3. Aliens - O Resgate (de James Cameron, 1986) - No qual Cameron decide que Ripley (Sigourney Weaver) teve muita facilidade em lidar com um alien apenas, e decide soltar centenas dos assustadores insetos sobre a heroína.
Porque é superior: O clichê de que a sequência tem que ser maior ganha aqui sua mais elegante aplicação, quando Cameron não somente aumenta os riscos, como altera completamente o gênero em relação ao original: sai "casa mal-assombrada no espaço", e entra "Vietnã no espaço". Sensacional.

2. O Poderoso Chefão - Parte 2 (de Francis Ford Coppola, 1974) - É a sequência com um prelúdio, enquanto o ambicioso porém psicótico Michael Corleone começa a desandar tudo o que seu pai construiu do nada quando jovem.
Porque é superior: Coppola estava reticente em voltar à história do clã dos Corleone até que teve a ideia de uma trama com duas linhas temporais. O resultado é tanto uma crítica como uma continuação do original,  expandindo a história a proporções míticas.

"Luke, eu sou seu pai!"

1. O Império Contra-Ataca (de Irvin Kershner, 1980) - Quem é o papai? Financeiramente independente e ainda cheio da ambição da década de 70, George Lucas assume riscos imensos e estabelece o marco para as sequências dos tempos modernos.
Porque é superior: Colocar os rebeldes como refugiados transforma a sequência em uma história de resistência, de casos de amor forjados sob pressão, e heróis lutando por seus amigos - tudo isso apoiado por cenas e cenários não menos que espetaculares, desde o ataque do Império à base rebelde de Hoth, até o revelador e extraordinário duelo de sabres de luz do final. Impossível esquecer.

Não me lembro de um filme de ação com Mel Gibson desde O Troco, de 1999. De lá para cá, o astro estrelou épicos (O Patriota), dirigiu épicos (A Paixão de Cristo e Apocalypto) e apareceu com muita frequência nas capas dos tabloides americanos, com suas declarações antissemitas e seus problemas com a justiça.
Agora Gibson volta a estrelar um filme de ação despretensioso: Plano de Fuga (Get the gringo), dirigido pelo estreante Adrian Grunberg (assistente de direção em Apocalypto) e com roteiro escrito a quatro mãos por diretor e astro principal.
No filme, ele interpreta um criminoso profissional que é preso no México, jogado em uma das piores penitenciárias do país e sobrevive com a ajuda de um menino de 9 anos.


Plano de Fuga estreia no Brasil em 18 de maio. Confira o trailer:

Entra ano, sai ano, e as emissoras americanas não deixam de fazer testes com novas séries que terão a tarefa de agradar a audiência, seja em números astronômicos ou com um público-alvo cativo e fanático. A verdade é que 70% dessas novas séries simplesmente não vingam, não cumprem sua missão e são canceladas, às vezes até mesmo antes de completarem uma temporada inteira (alguém aí viu The Playboy Club, tirada do ar no 3º episódio?).
Como fã de séries, sempre experimento alguns desses novos programas, e continuo assistindo se o piloto e alguns outros episódios conseguirem me cativar. Sendo assim, selecionei algumas dessas séries e as classifiquei entre as melhores do momento. Aqui estão elas:

Game of Thrones (2ª temporada, HBO, Domingos, 22:00) - Frequentemente descrita como uma espécie de "Senhor dos Anéis para adultos), a série de fantasia baseada nos livros de George R. R. Martin é, de fato, voltada para um público adulto. Isso porque, apesar de ser rotulada como "fantasia", Game of Thrones tem tanto sangue e sexo que até adultos podem ficar corados e constrangidos. Mas nunca esses elementos se colocam à frente da história e dos personagens fascinantes - e são muitos. Tendo como cenário o mundo de Westeros, a série conta a batalha para decidir quem tomará posse do Trono de Ferro, consequentemente assumindo o controle de todos os sete reinos. Os produtores, assumindo uma característica encontrada nos livros, não hesitam em matar personagens-chave na trama, muitas vezes causando a ira dos fãs. Mesmo irados, os fãs da série só aumentam, tamanho é o fascínio exercido pela trama sombria, cenários fantásticos e atuações superlativas, sem falar no tema musical, que cativa desde o primeiro episódio. São tantos os detalhes marcantes, que uma mera menção em uma postagem nem de longe seria o bastante para tratar do assunto. Fica, porém, a recomendação: assista Game of Thrones e depois me diga se eu estou certo ou não.

Smash (1ª temporada, Universal Channel, Quartas, 23:00) - Esqueça Glee. Se o programa passado em um colegial parece por vezes (até demais) um poço de inverossimilhança, Smash é realista ao máximo, levando em conta o fato de ser uma série de ficção, é claro. O programa mostra todas as etapas da produção de um grande musical da Broadway sobre Marilyn Monroe, desde a concepção da ideia principal, a escalação do elenco, os ensaios, até a troca de protagonistas e brigas (e paixões) nos bastidores. Estrelada por Debra Messing (Will & Grace), Anjelica Huston (50%), Jack Davenport (Flashforward e Piratas do Caribe), Megan Hilty e Katharine McPhee (finalista de uma das temporadas de American Idol), a série não abre mão do realismo, que se apoia na presença de produtores reais da Broadway como consultores. As músicas originais são escritas por Marc Shaiman e Scott Whitman, compositores habitué do cenário de musicais americanos, mas há também algumas versões de sucessos pop, sem que possam soar artificiais, como acontece em Glee. Especialmente viciante para o público feminino, Smash não se limita a um público em si, podendo - e sendo - admirada por homens também. Afinal de contas, boas histórias não têm sexo. 

Homeland (1ª temporada, FX, Domingos, 22:00) - Se 24 Horas mostrava toda a celeuma provocada na sociedade americana pós-ataques ao World Trade Center em 2001 de maneira acelerada e frenética, encarnada no personagem de Kiefer Sutherland, Homeland é o oposto narrativo da série com Jack Bauer. Isso porque Homeland investe muito mais no trabalho visceral e silencioso de agentes da CIA na tentativa de evitar o próximo ataque terrorista em solo americano. A agente Carrie Mathison (Claire Danes) recebeu a informação, anos atrás no Iraque, de que um soldado americano prisioneiro de terroristas, havia se convertido ao Islã e à filosofia antiamericana de um grupo extremista. Quando ela fica sabendo que o sargento Nicholas Brody (Damian Lewis) foi encontrado em um cativeiro onde esteve por oito anos, imediatamente suspeita que Brody seja o militar convertido, e começa uma vigilância doentia e obcecada a ele e sua família, na tentativa de descobrir quais são seus planos. Com um clima tenso, mas sem perder a agilidade da trama, Homeland é um espetáculo, tendo sido já renovada para a 2ª temporada pelo seu canal original, o Showtime. Com certeza será uma 2ª temporada para capturar novos fãs e tecer novas conspirações.

Toda semana, falarei sobre novas séries que estão chamando a atenção do público. Esteja atento!