A partir de hoje usarei o blog para postar curtas interessantes que encontrar em minhas andanças pela rede. Este se chama Simmetry, e expressa somente em imagens o próprio título, a simetria. "Simetria" quer dizer semelhança, correspondência entre duas coisas. O vídeo de apenas 2:54 min é um poema visual, podemos dizer assim. É dirigido por Everynone e tem música de Surfjan Stevens. Confira e se surpreenda também:

A versão do famoso conto de fadas estrelado por Kirsten Stewart (Crepúsculo e Na Estrada) ganhou um trailer interativo, onde é possível ficar sabendo mais sobre a produção. Enquanto o trailer passa, é possível clicar nas setas e descobrir curiosidades dos bastidores do filme dirigido por Rupert Sanders.

Confira:


Na trama, o caçador Eric (Chris Hemsworth, o Thor em pessoa) é contratado pela rainha má Ravenna (Charlize Theron) para encontrar Branca de Neve, sua enteada. Quando descobre que a rainha quer na verdade matá-la, ele resolve ajudar Branca. Mas não se preocupem os puritanos, porque os anões estão presentes no filme, mas agora são oito (!) e têm nomes de imperadores romanos.

O filme estreia em 1º de junho.

Finalmente saiu o teaser de 007 - Operação Skyfall! Dirigido por Sam Mendes, o longa traz novamente Daniel Craig no papel de James Bond. O filme estreia em novembro.

Confira:

ATENÇÃO! ESSE TEXTO CONTÉM SPOILERS DA 2ª TEMPORADA!

A cada novo episódio Game of Thrones se firma como uma série capaz de arrebatar os corações de antigos fãs e conquistar novos admiradores. E não somente isso: a adaptação dos livros de George R. R. Martin começa a se emancipar de sua fonte original sem comprometer o universo saído da imaginação do autor. Falo isso como quem já leu os dois primeiros livros, "A guerra dos tronos" e "A fúria dos reis" e percebeu grandes diferenças entre as duas temporadas da série.
A primeira, baseada em "A guerra dos tronos", era assustadoramente fiel à obra original. Poucos detalhes foram deixados de fora na adaptação. Ainda assim, tais detalhes não foram determinantes no decorrer da história, como a noite de núpcias entre Daenerys e Khal Drogo, muito menos selvagem no livro. Fora essas minúcias, o que foi mostrado em cena foi uma tradução na tela próxima da perfeição de todo o mundo de Westeros.
Com todo o enorme sucesso conseguido com público e crítica, a HBO engatilhou a segunda temporada, e aparentemente concedeu uma liberdade ainda maior aos produtores. Parece não haver limites para a ousadia (e até um certo exagero, eu diria) em cenas de sexo e violência. Há que se criticar cenas absolutamente desnecessárias, como o relacionamento homossexual entre Sor Loras Tyrell e Renly Baratheon, no livro apenas levemente subentendido. Mas quando se fala de uma maior independência em relação ao livro, não há dúvidas: Game of Thrones tem identidade própria. E isso é bom para que as duas mídias, livro e TV, sejam não duas vozes dizendo as mesmas coisas, mas entidades complementares contribuindo para um maior enriquecimento do universo ficcional.
Uma das jogadas mais interessantes e bem-sucedidas desta temporada foi a criação de Talisa, personagem inexistente no livro, para se tornar interesse romântico proibido de Robb Stark. Interpretada com maestria por Oona Chaplin (neta do próprio Charles Chaplin), a personagem surge para introduzir um elemento romântico inesperado em meio a tanta tensão e violência.
Igualmente interessante e marcante é o desenvolvimento de personagens femininas fortes. Neste quesito, a série é imbatível: Catelyn Stark, Cersei Lannister, Arya Stark, Melisandre, Yara Greyjoy (Asha, nos livros) e Daenerys Targaryen são algumas das mulheres que desfilam em Westeros e assumem papéis fundamentais no andamento da trama e na construção de momentos inesquecíveis.
As mudanças na história em relação ao livro podem assustar os leitores a princípio, mas depois acabam sendo bem entendidas e até aceitas. Não há dúvida de que a aparentemente infinita peregrinação de Arya Stark até chegar a Harrenhal é muito irritante no livro, e encurtá-la na série foi uma boa ideia. Assim como também foi ótimo colocar a filha "mais Stark" de Ned como copeira do temido Tywin Lannister. Os diálogos entre os dois são alguns dos muitos momentos memoráveis desta temporada.
Como ressalva, entretanto, podemos falar da devolução de Jaime Lannister a Porto Real, feita por Catelyn sem o consentimento de seu filho. Mas até isso parece ter um propósito maior e podemos muito bem dar um voto de confiança aos produtores.
Todos esses parágrafos são para falar que o grande momento da temporada está chegando: a batalha da Água Negra! É um acontecimento tão importante que a HBO tratou de lançar um cartaz especial! Dá para imaginar como os fãs estão em polvorosa de ver a grande e épica batalha traduzida em imagens! E se alguém está desconfiado da capacidade do canal de adaptar com precisão esta cena, basta saber que o episódio 9, penúltimo da temporada, foi filmado durante um mês, algo muito incomum em seriados.
Agora é só esperar o grande momento e ir apreciando o teaser, roendo as unhas e contando os dias. Porque, como diz o cartaz, "não haverá lugar para se esconder".

Impossível não se surpreender com 2 Coelhos, thriller de ação de estreia na direção de Afonso Poyart. A surpresa se deve principalmente pela estética moderna, o cuidado com os efeitos especiais e a trama, que foge completamente dos estereótipos do cinema brasileiro - afinal de contas, o filme está longe de ser um daqueles dramas e muito menos uma comédia à la Zorra Total.
O filme conta a história de Edgar (Fernando Alves Pinto), um jovem de classe média alta que já se meteu em algumas encrencas com a lei e passou um tempo em Miami para esfriar a cabeça. Ele volta ao Brasil com um plano mirabolante de destruir ao mesmo tempo traficantes e políticos, enquanto planeja ficar com uma grana preta. O roteiro, muito bem escrito e arquitetado, vai se revelando aos poucos, em camadas. Os detalhes do plano de Edgar, que no começo parece confuso e obscuro, tornam-se mais claros a cada nova cena, à medida em que novos personagens vão sendo apresentados: a promotora pública Júlia (Alessandra Negrini), um professor universitário com um trauma terrível (Caco Ciocler), um bandido disfarçado de motoboy (Thayde),  um traficante perigoso e violento, com ares de personagem criado por Quentin Tarantino (Maicom) e um deputado estadual que topa tudo por dinheiro (Roberto Marchese). Cada um deles tem um papel fundamental na história, até o explicativo e bacana final.
Poyart usa inúmeras fontes de inspiração para compor seu policial de ação: os filmes de gângster de Guy Ritchie, diálogos espertos de Tarantino, games e animes, até as câmeras lentas (e pombos) de John Woo. O diretor não poupa o espectador na enxurrada de momentos alucinantes e situações inusitadas, edição ágil e ângulos de câmera pouco ou nada vistos no cinema nacional. 
Rumo a Hollywood
Tudo isso contribui para que 2 Coelhos fosse cotado para uma boa bilheteria nos cinemas, algo que não aconteceu. O filme teve menos de 300 mil espectadores. Mesmo assim, Poyart chamou a atenção de executivos em Hollywood, e já vendeu os direitos a uma produtora americana, que planeja uma refilmagem. Ao mesmo tempo, Poyart já confirmou que está negociando para estrear em terras gringas, na direção de "um filme com visual, sem muita ação explícita, uma mistura com coisas surreais. Tem um orçamento gigante, com um ator muito conhecido", afirmou o diretor ao IG.
Em suas reuniões nos EUA, ele recebeu inúmeros roteiros, dentre eles o longa-metragem da série 24 Horas e a adaptação do game Need for Speed. Se tal empreitada se realizar, Poyart tem tudo para se tornar um diretor de renome em Hollywood. Desta vez, entretanto, não há de surpreender a quem já viu 2 Coelhos, e sabe bem do que ele é capaz.

2 Coelhos (2012) on IMDb
A carreira de Selton Mello se confunde com a própria trajetória do cinema brasileiro nos últimos 15 anos. Intérprete de alguns dos personagens mais memoráveis dos filmes nacionais, Selton alcançou status de principal ator brasileiro, posto que divide com Wagner Moura.
Não contente em ser reconhecido como um ator de talento indiscutível, ele resolveu pular para trás das câmeras e dirigir filmes. Começou com o drama pesado Feliz Natal, sobre a decadência de uma família e chegou ao seu segundo longa, a comédia dramática O Palhaço. Desta vez a trama é carregada de lirismo e poesia, com toques de Chaplin e Fellini. Não é coisa pouca.
Benjamin (Selton Mello) é o palhaço do título, filho de Valdemar (Paulo José), dono de um circo mambembe que circula por cidades minúsculas do interior e vive às custas de um público ainda ingênuo e escasso de diversão. O palhaço sofre de uma crise de identidade, sem saber ao certo qual é o seu propósito na vida; trata-se do clássico palhaço que alegra e diverte as pessoas, mas que não consegue alegrar a si mesmo. Em determinado (e pontual) momento, Benjamim se pergunta "Quem vai me fazer feliz?"
O Palhaço traz uma narrativa melancólica, não somente por causa do protagonista, mas por toda a ambientação do filme. O espectador compartilha dessa melancolia pela nostalgia impressa na película em cada fotograma: toda a realidade das cidades pequenas do interior, do circo chegando e chamando a atenção da população, a ingenuidade das pessoas, que acham graça de coisas bobas e puras.
Notável também é a ausência de localização no tempo da trama. Não se sabe se a história acontece nos anos 1970 ou na atualidade. Em determinado momento, o dinheiro que se vê é antigo, mas logo depois traços de modernidade podem ser observados, como na cena da participação de Danton Mello. Essa espécie de elipse temporal garante ao filme uma estranheza - na falta de palavra melhor - que, ao invés de distanciar, aproxima o espectador de um mundo de sonhos. Sonhos tristes, mas ainda sonhos.
As participações especiais são um espetáculo à parte: Fabiana Karla, Ferrugem, Moacir Franco (o melhor de todos), Tonico Pereira, Jorge Loredo. Todos atores do humor brasileiro, que subaproveitados em seus papeis na TV, ganham aqui uma profundidade e uma sutileza inesperada e muito bem-vinda.
O Palhaço é assim, um conto atemporal sobre os medos e frustrações por trás da maquiagem circense, e ao mesmo tempo uma leve história de um homem em busca de si mesmo. Simplesmente imperdível.

O Palhaço (2011) on IMDb
Ao final da sessão de Os Vingadores (The Avengers, EUA, 2012), a sensação que a gente tem é a de "UAU!". Trata-se de um sentimento que se tem depois de um momento agradável de diversão nerd. Mas nesse caso, isso vai além. Afinal de contas, o filme é o ápice do plano de dominação mundial da Marvel, com a reunião de todos aqueles personagens apresentados em filmes-solo desde Homem de Ferro, de 2008, passando por O Incrível Hulk, Homem de Ferro 2, Thor e Capitão América. Todos os elementos lançados nestes filmes podem ser sentidos e vistos aqui. Logo, Os Vingadores é o mar para onde todos os rios anteriores correram.
Dirigido por Joss Whedon (criador de Buffy - A Caça-Vampiros), o filme consegue provar que não é preciso destacar um personagem em especial para que o roteiro de uma super-equipe seja bem-sucedido. Diferente de X-Men, onde o destaque é quase inteiramente para Wolverine, em Os Vingadores a importância está no trabalho em equipe. Todos os heróis têm o seu momento. Fruto da habilidade de Whedon em trabalhar com múltiplos personagens. Foi assim nas séries criadas por ele e em seu único filme para cinema, Serenity (2005), uma adaptação de sua série Firefly.
Mas não foi apenas a carreira no cinema e na TV que deu a Whedon as credenciais para ser o maestro desta ópera gigantesca super-heroica. Sua experiência como escritor de quadrinhos deu aos fãs a tranquilidade de que os "maiores heróis da terra" estariam em boas mãos. São dele alguns dos melhores arcos dos X-Men em todos os tempos, na série Surpreendentes X-Men.
Logo, um filme dessas proporções não poderia estar em mãos melhores. Na trama, o meio-irmão de Thor, Loki (Tom Hiddleston, ótimo), alia-se a uma raça alienígena também conhecida como Chitauri para conquistar a Terra. Para isso, ele pretende se apoderar do Tesseract, um cubo cósmico que já havia aparecido em Thor e Capitão América. A energia do cubo é suficiente para abrir um portal e permitir a invasão alienígena. Claro que para impedir que tal plano se concretize, Nick Fury irá reunir todos aqueles heróis que nós já conhecemos. Mas isso não acontecerá sem alguma relutância, claro, como nas melhores histórias de supergrupos que já lemos nos quadrinhos. No começo, eles não se bicam, têm umas briguinhas - nesse caso, uma brigona - mas no final aprendem que precisam trabalhar em conjunto para derrotar ameaças gigantescas.
As cenas espetaculares se sucedem aos montes, entremeadas com diálogos espertos e momentos cômicos capazes de fazer toda a plateia explodir em gargalhadas durante a sessão. O 3D (meu primeiro filme nessa tecnologia!) parece bem feito, apesar de alguns momentos em que a imagem parece um pouco embaçada. Detalhes técnicos à parte, Os Vingadores é pura diversão. Ou melhor: superdiversão!

The Avengers - Os Vingadores (2012) on IMDb

Finalmente saiu! O 3º trailer de O Espetacular Homem-Aranha mostra mais da história, que parece seguir o caminho de algum tipo de conspiração na transformação de Peter Parker, algo ligado aos pais do heroi. É esperar para ver, mas vale dizer que Andrew Garfield (A Rede Social) parece bem à vontade no papel eternizado por Tobey Maguire nos três filmes de Sam Raimi. A direção desta reimaginação do personagem fica nas mãos de Marc Webb ((500) Dias com Ela).


O filme estreia no Brasil em 6 de julho.
O subgênero "filmagem encontrada" já é mais nenhuma novidade. São inúmeros os filmes que se utilizaram do recurso narrativo para contar suas histórias, muitos deles mostrando-se incompetentes em seus objetivos. O estilo é muitas vezes a saída para ocultar orçamentos baixos, pois as câmeras tremidas e os ângulos nada ortodoxos disfarçam a grana curta para gastar em efeitos especiais. Esse, porém, não é o caso em filmes recentes, como Cloverfield - Monstro, O Caçador de Troll e este Poder sem Limites (Chronicle, EUA, 2012).
Apesar de ser uma "filmagem encontrada", o filme de Josh Trank é cheio de efeitos especiais de primeira linha. O recurso narrativo funciona aqui como uma forma de tornar a história mais realista, mais próxima do público, mais perto de responder a questão: como seria se pessoas normais simplesmente recebessem superpoderes?
Se Stan Lee procurou responder tal pergunta na década de 1960, quando criou personagens icônicos da Marvel, como Homem-Aranha e Quarteto Fantástico, Josh Trank leva esta questão até as últimas consequências. A visão ultrarrealista de Trank e do roteirista Max Landis extrapola qualquer outra abordagem que o tema "super-herói" já teve no cinema. Trata-se do conceito mais palpável a respeito do tema que já foi filmado.
Em Poder sem Limites, três adolescentes, estudantes de Ensino Médio, resolvem investigar um buraco estranho no meio de uma floresta, do qual um misterioso barulho está saindo. Eles entram no tal buraco - um deles de câmera na mão, é claro - e se deparam com um objeto esquisito, provavelmente alienígena. Depois que saem de lá, descobrem que têm o poder de mover objetos com a mente. À medida que o tempo passa, eles treinam suas habilidades e desenvolvem uma poderosa telecinésia, capaz de fazê-los mover carros e até voarem.
Mas a abordagem de Poder sem Limites mostra que, como diria Peter Parker, com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. Um dos rapazes, Andrew (Dane DeHaan), sempre foi solitário e rejeitado na escola, tendo também sofrido com violência em casa. Logo, tanto poder na mão de uma pessoa desequilibrada  pode gerar consequências desastrosas.
Com um clímax extraordinário, Poder sem Limites é surpreendente. Que o diga o público americano, que o tornou a grande surpresa do começo do ano, tendo custado apenas 12 milhões de dólares e rendido mais de 60 milhões apenas nos Estados Unidos. O sucesso é merecido e uma sequência já está confirmada. Prova que ainda há muito a ser visto quando se trata de super-heróis - e filmagem encontrada.

Poder sem Limites (2012) on IMDb
Finalmente chegou o aguardado 3º trailer de Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge! Confira e fique você também de queixo caído.


O filme, que encerra a trilogia dirigida por Christopher Nolan, estreia no Brasil em 27 de julho.