O novo filme de Richard Curtis mostra mais uma vez o grande talento que reside no diretor e roteirista. Se com Simplesmente Amor (2003) Curtis demonstrou uma enorme sensibilidade em contar diversas histórias de amor embaladas por "God Only Knows", dos Beach Boys, em Questão de Tempo (About Time, 2013, Reino Unido) ele decidiu fazer uma mistura rara na cinematografia mundial: romance e viagem no tempo. A escolha já foi feita - por Robert Schwentke - em 2009, que mostrava o romance entre Rachel McAdams e Eric Bana, um viajante no tempo involuntário que conheceu seu grande amor quando ela ainda era uma garotinha.
Em Questão de Tempo a atriz é a mesma (Rachel McAdams), mas o parceiro em cena é uma cara nova no cinema mundial (Domhnall Gleeson) e ele é um viajante no tempo capaz de controlar suas incursões cronológicas e fazê-la quando bem entender. Ele é Tim, um rapaz tímido e romântico que, aos 21 anos, recebe do pai (Bill Nighy, ótimo) a notícia de que todos os homens da família têm uma habilidade genética: a de viajarem no tempo e poderem reviver os momentos e dias que quiserem. Apesar disso, Tim não pode se deslocar no espaço, e nem pode voltar a momentos que não viveu. Logo, sua viagem é limitada à sua própria vida. Tendo a única intenção de encontrar uma namorada, ele resolve usar seu dom para alcançar seu objetivo. Se muda para Londres e conhece Mary (McAdams), uma  garota de espírito livre e coração imenso. Mas conquistá-la (e reconquistá-la) não vai ser uma tarefa assim tão fácil.
Equilibrando momentos de grande apelo cômico e cenas capazes de arrancar lágrimas, Questão de Tempo trata das decisões que tomamos em nossa vida e que podem alterar o curso do destino de todos os que vivem ao nosso redor. Além disso, fica a preciosa lição de vivermos cada dia intensamente, já que não podemos voltar no tempo e consertar as burradas que cometemos no meio do caminho.
Domhnall Gleeson, o protagonista, tem uma presença interessante em cena, e a personalidade tímida de seu personagem é perfeitamente visível em sua atuação. Rachel McAdams caminha a passos largos para se consolidar como atriz de filmes românticos, embora tenha um talento que a capacita a ir além dos filmes-para-levar-a-namorada. Um bom agente e boas escolhas de papéis podem ajudar a atriz a ir mais longe em Hollywood.
Quanto ao diretor e roteirista Richard Curtis, que apenas dirigiu três filmes até hoje, a gente fica na torcida para ele resolver fazer mais filmes. Porque sua obra é de uma sensibilidade rara no cinema atual.

Questão de Tempo (2013) on IMDb
A decepção com X-Men Origens: Wolverine (2009) foi enorme. O filme, que mais parecia uma mistura aloprada de mutantes de todas as gerações e não um filme solo do mutante mais carismático da Marvel, desagradou a quase todo mundo, mais ainda aos leitores dos quadrinhos da editora.
Mas a Fox aprendeu a lição. Wolverine: Imortal (The Wolverine, EUA, 2013) acerta no tom e finalmente entrega um filme solo de verdade. Logan (novamente vivido por Hugh Jackman) age sozinho praticamente o tempo todo, e tem sua essência - a de um cavaleiro solitário que às vezes age em equipe - respeitada pelo roteiro. A direção, do experiente e versátil James Mangold (Os Indomáveis, Johnny & June), é competente e em momento algum compromete o resultado final.
Praticamente ignorando o filme anterior do mutante, e quase uma sequência de X-Men: O Confronto Final, Wolverine: Imortal adapta a primeira minissérie que o cajun ganhou nos quadrinhos, "Eu, Wolverine", escrita por Frank Miller e Chris Claremont nos anos 80. Na trama, os X-Men encontram-se separados logo após os eventos relacionados à Fênix, e Logan vaga perdido pelas montanhas canadenses, até ser abordado por Yukio (Rila Fukushima), uma jovem mutante a serviço de Yashida (Haruhiko Yamanouchi), um japonês bilionário cuja vida foi salva pelo herói durante o bombardeio nuclear americano a Nagasaki, pondo fim à 2ª Guerra Mundial. Ela o convida a ir até Tóquio para se despedir de seu mestre, pois ele está à beira da morte. Mas Yashida tem, na verdade, outros planos para Wolverine, que incluem o roubo do fator de cura do mutante e sua transferência para seu corpo, para que ele viva para sempre.
Para quem conhece as HQs do mutante, sabe que Yashida é também o sobrenome de uma das paixões da vida de Logan, Mariko, que também está no filme e tem papel fundamental em seu reencontro com seu dever como herói e como soldado.
Bastante fiel aos quadrinhos, Wolverine: Imortal falha somente quando entra em cena o Samurai de Prata, que originalmente é um herói japonês e aqui aparece apenas como uma espécie de ciborgue anabolizado revestido de adamantium, arruinando um dos grandes personagens da Marvel. Afora isso, o que se vê é a interessante (embora batida) ideia de ver o herói sem seus poderes, mas ainda assim agindo para salvar e resgatar pessoas. Para Logan, isso não é problema, porque, afinal de contas, ele é o melhor no que faz. Com ou sem poderes mutantes.
Se você sempre pensou que as histórias bíblicas dariam filmaços se fossem bem produzidos e com efeitos especiais de última geração, então vai ficar maravilhado com o 1º trailer de Noé, superprodução da Paramount com direção de Darren Aronofsky e um elenco estrelado, que inclui Russel Crowe (Gladiador, Robin Hood), Jennifer Connely (Uma Mente Brilhante), Anthony Hopkins (Thor, O Silêncio dos Inocentes), Logan Lerman (Percy Jackson e o Ladrão de Raios) e Emma Watson (Harry Potter, Bling Ring - A Gangue de Hollywood).
Crowe faz o papel de Noé, o homem que recebe de Deus a missão de construir uma arca que abrigue sua família e espécimes de todo tipo de animal da terra. O Senhor destruirá a terra para aniquilar toda a iniquidade que tomou conta do mundo. Jennifer Connely é a esposa de Noé, e Logan Lerman e Emma Watson fazem seus filhos. Hopkins é Matusalém, o homem mais velho da terra. O filme ainda mostra Caim e Abel, além de um grupo de homens que tentam tomar o controle da arca em nome da preservação da raça humana.

Veja o trailer dublado em português:




Veja o trailer americano, com áudio original, abaixo:


Noé estreia no Brasil em 4 de abril de 2014.
Plínio Barboza (@Plinio_Barboza), de Belo Horizonte

Bem amigos, lá fui eu para mais uma aventura atrás de festivais de música. Desta vez o destino foi o Circuito Banco do Brasil em Belo Horizonte. Todo festival é uma grande experiência, você não vai apenas para festa, mas também para conhecer a cidade e suas histórias, mas isso aí fica para depois.
O Circuito BB aconteceu no dia 02/11 no Mega Space, um lugar lindo por sinal, e teve no line up: Tianastácia, Gaby Amarantos e Fernanda Takai, Jota Quest, O Rappa, Black Sonora, Yeah Yeah Yeahs e Red Hot Chilli Peppers. Antes de contar como foi, confesso que esse foi um dos festivais em que curto todas as bandas do line up (sim, Gaby Amarantos também). Vamos lá!

Tianastácia: o dia começou com essa banda mineira que fez parte da minha adolescência, infelizmente não vi o show todo por problemas logísticos que me impediram de chegar a tempo, mas consegui ver as três últimas músicas deles, que são clássicos: Conto de Fraldas, Na Boca do Sapo Tem Dente e Cabrobró... arrepio só de lembrar! Energia la em cima, ficou o gostinho de quero mais!

Gaby Amarantos e Fernanda Takai: analisando o line up foi a única coisa estranha do dia, mas meus amigos, que show! O Tecnobrega é pop e é rock! Gaby botou todo mundo para dançar com os hits dela: Beba Doida, Ex-My Love e Chyrley, bem como covers como: Sweet Dreams (do Eurythimics), Debaixo dos Caracóis (essa cantada com Fernanda Takai) e o hit brega mais rock and roll da galáxia: Fogo e Paixão, do mestre Wando (sim, sou fã de Wando e música brega).

Jota Quest: agora entramos no Palco Principal (que eu esqueci o nome), e com estilo, Jota Quest, uma das melhores bandas de pop do Brasil fez um show impecável tocando músicas do CD novo (uma volta as raízes  e os hits como De Volta ao Planeta, Encontrar Alguém e por ai vai... Show histórico (ok, sou fã dos caras desde o início) mas se você curte música boa, tem que ir num show do Jota Quest, é pra pular!

Black Sonora: essa era a novidade da noite, banda que ganhou a etapa BH do concurso Sompratodos. Os caras têm uma pegada meio reggae, meio funk, meio samba-rock, que lembra muito o som feito pelo BNegão, do Planet Hemp. Até gostei do som, mas já estava na pilha do show dos dois headliners da noite. Mas vale a pena ouvir.

Yeah Yeah Yeahs: amigos, que show! Já tinha visto clipes e shows pela TV deles, mas ver Karen O e Cia ao vivo é de arrepiar! Que performance a mulher tem! O show contou com todos os hits, como Gold Lion, Mosquito, Zero e inclusive uma homenagem a Lou Reed e ao aniversariante do fim de semana Anthony Kieds. Pena que a galera não curtiu muito, por estar na expectativa de ver o Red Hot Chilli Peppers.

Red Hot Chilli Peppers: pela segunda vez na minha humilde e insignificante vida vi um show dos caras, da banda da minha adolescência e mais uma vez não decepcionaram! Que show! Tocaram Around The World,
Dani Califórnia, a mítica Under The Bridge, Otherside e até I like Dirty que pra mim foi a música inesperada do show, e encerraram com o clássico Give The Way. Apesar de ser fã do Frusciante na guitarra, dessa vez o guitarrista (que eu não sei o nome) tocou melhor que em 2011. Show pra contar pros filhos, impossível ficar parado, só se você for o Stephen Hawking. Recomendo fortemente aos senhores que antes de morrerem vocês vejam um show do Red Hot.

P.S.: Sobre o festival, apesar de o Mega Space ser um lugar lindo, ficou devendo em alguns pontos da organização. Faltou água pra vender, faltaram copos e o pessoal começou a vender as cervejas e refrigerantes nas latas, os banheiros eram insuficientes. Mas enfim, tirando isso foi tudo nos conformes.
Se os zumbis de The Walking Dead são lentos e silenciosos, o mesmo não ocorre com os mortos-vivos de Guerra Mundial Z (World War Z, EUA, 2013). No filme dirigido por Marc Forster (007 - Quantum of Solace, O Caçador de Pipas), que adapta o romance de Max Brooks, os zumbis são velozes, insanamente fortes, e se transformam com uma rapidez enlouquecida, sem dar muito tempo para defesa contra seus ataques.
Guerra Mundial Z mal começa e já apresenta o primeiro ataque de uma horda de zumbis, em meio a um engarrafamento na Filadélfia. Desmortos e vivos se misturam em uma corrida alucinada pela sobrevivência. Os vivos, pegos de surpresa, logo são atacados, mordidos e transformados. Em questão de minutos, quase toda a cidade é tomada.
A partir daí, descobrimos que o personagem de Brad Pitt é um ex-investigador da ONU, experiente em situações de conflito e recebe a tarefa de colaborar na caçada ao paciente zero e contribuir para a descoberta de uma cura para a terrível epidemia.
Marc Forster e seus roteiristas Drew Goddard e Damon Lindelof não dão muito tempo para conversas e explicações, deixando a ação em primeiro lugar. A tomada de Jerusalém pelas hordas de zumbis é assombrosamente bem feita! Ainda assim, ainda há espaço para a descoberta de uma solução para o problema, ou quase isso.
O filme é movimentado e tem saídas verossímeis para os dilemas do protagonista. Os efeitos especiais são bem produzidos e os zumbis lembram muito os de Extermínio, de Danny Boyle. Para quem gosta de filmes do gênero, Guerra Mundial Z é uma boa escolha. Mas se você é fã incondicional dos zumbis lentos do universo criado por George A. Romero, pode ser que odeie. Ainda assim, vale a pena descobrir.

O nível de ação e tensão foi elevado ao cubo. É o que parece ter acontecido com Jogos Vorazes - Em Chamas, em relação ao primeiro filme da franquia. Mais uma vez estrelado por Jennifer Lawrence e Josh Hutcherson, o filme dirigido por Francis Lawrence (Água para Elefantes) ganhou seu último trailer antes do lançamento, em 15 de novembro.
A trama mostra o surgimento de uma rebelião contra a Capital, enquanto Peeta e Katniss são obrigados a participar de uma edição especial dos jogos, o Massacre Quaternário, que ocorre a cada 25 anos.

Veja aqui, e prepare-se para roer as unhas de ansiedade.

A missão era dificílima: fazer um filme sobre o maior ícone histórico americano, sem parecer panfletário e entediante. Lincoln (EUA, 2012), trazido à vida por Steven Spielberg, cumpriu sua missão com louvor. Com um roteiro primoroso escrito pelo dramaturgo Tony Kushner, o drama é um libelo em prol da liberdade e da igualdade de todos os seres humanos.
Interpretado por Daniel Day-Lewis - que mais parece uma força da natureza - o mítico 16º presidente dos Estados Unidos Abraham Lincoln parece menos mítico e mais humano do que nunca. Menos mítico devido ao retrato simples e pessoal de um personagem endeusado por muitos; mais humano por mostrar um Lincoln firme em suas convicções que, graças a Deus, eram em prol de toda a humanidade. Day-Lewis mais uma vez apresenta uma atuação inesquecível, em que desaparece completamente para que o presidente surja em seu lugar. É inacreditável.
O elenco de apoio não é menos fantástico e tão pouco é obscurecido pela atuação do protagonista. Sally Field como a primeira-dama mostra fragilidade e candura; Tommy Lee Jones no papel do deputado Thaddeus Stevens, um homem disposto a fazer concessões para que a abolição seja transformada em lei, está estupendo; isso e ainda David Strathairn, James Spader, Hal Holbrooke e Joseph Gordon-Levitt, que se mostram conscientes de estarem representando a própria história diante das câmeras, atuando solenes e reverentes aos seus papéis.
Mas se engana quem pensa que Lincoln se trata de uma cinebiografia do presidente. O filme mostra o processo de votação da 13ª emenda da Constituição americana, que estabeleceu a abolição da escravatura em todo o território do país. Os Estados Unidos viviam uma guerra civil já há quatro anos, quando Lincoln obteve o número de votos suficientes para a aprovação da emenda. Logo depois de consegui-la, o presidente foi assassinado, não sem antes entrar para a história como aquele que libertou os escravos de seu país, e estimulou muitos outros países, inclusive o Brasil, a fazer o mesmo.
Lincoln é sobre liberdade, igualdade e fraternidade, mostrando que uma democracia - não uma revolução despótica - fez muito mais bem ao mundo do que qualquer outro movimento antidemocrático que já existiu e continua a existir. É um filme para ver em silêncio e, ao subirem os créditos, cultivar uma reflexão sobre um dos maiores homens que já andou sobre a terra. Imperdível.

Em tempo: Lincoln já está disponível em DVD e BluRay, além de estar em exibição nos canais Telecine.

Lincoln (2012) on IMDb

Situando a cena: Depois de ter escapado do incêndio de Atlanta, Scarlett O'Hara retornou a Tara para encontrar a plantação devastada pela guerra e sua família doente e faminta. Nos campos estéreis ela faz um juramento. Este discurso ainda é pronunciado em companhias amadoras de teatro, de Virgínia ao Golfo do México.

"Como Deus é minha testemunha... Como Deus é minha testemunha, não vão me derrotar! Vou passar por isto, e quando tudo estiver terminado, jamais sentirei fome novamente. Não, nem nenhum dos meus! Nem que eu tenha que mentir, roubar, trapacear ou matar! Como Deus é minha testemunha, jamais sentirei fome novamente."



Imagine ser filho de uma artista e virar tema de uma série de fotografias incríveis! Assim é a vida de Wengenn, filho de Queenie Liao, uma chinesa mãe de três crianças, fotógrafa, que aproveitou os muitos momentos de sono do bebê e desenvolveu uma série chamada Wengenn no País das Maravilhas. A artista cria aventuras épicas para seu bebê, fazendo-o sapatear em um piano, ter um jantar romântico com sua ursinha de pelúcia, voar em um trapézio enquanto uma plateia de brinquedos o aplaude, e muito mais.

Como toda arte fenomenal, a gente não quer que essa acabe. Mas, é claro, o pequeno Wengenn tem que crescer, né!

Para ver a série completa, clique AQUI.












Parece que a Warner/DC finalmente redescobriu o caminho das pedras para fazer sucesso no cinema com seus personagens dos quadrinhos: basta colocá-los nas mãos de Christopher Nolan e pronto!
No caso de O Homem de Aço (Man of Steel, EUA, 2013), Nolan é apenas mais um dos nomes talentosos por trás de um filme que entrega uma leitura completamente nova do personagem criado por Jerry Siegel e Joe Shuster ainda na década de 1930. Além dele, que ficou responsável pela produção, estão também David S. Goyer, co-autor do roteiro, Emma Thomas, produtora dos outros filmes de Nolan, Deborah Snyder, outra produtora e esposa do diretor, Zack Snyder. Este último, um dos cineastas mais incensados dos últimos anos, que já entregou sucessos como Madrugada dos Mortos, 300 e Watchmen - O Filme, parece estar em seu habitat natural, criando um universo completo e estabelecendo uma mitologia do personagem famoso para um novo público.
Se Superman - O Retorno, de 2006, parecia nada mais do que uma homenagem caríssima realizada por um fã enorme (Bryan Singer) ao clássico de 1978, O Homem de Aço deixa de lado o passado e recria o personagem, mas sem abrir mão de todos os elementos consagrados por mais de 70 anos de inúmeras histórias e autores que passaram por Metropolis, Smallville e Krypton.
Pôster criado pela Mondo
Snyder mostra Krypton como ninguém jamais o fez. Um mundo sombrio e à beira da destruição, com um visual espetacular e personagens que mereciam um filme só para eles - o Jor-El feito por Russel Crowe, ouso dizer, é ainda melhor do que aquele de Marlon Brando. O Superman (Henry Cavill) de Snyder tem o carisma que faltava em Brandon Routh e uma capacidade cênica que lembra muito o saudoso Christopher Reeve, trazendo uma força renovada para o personagem.
Se no filme de Bryan Singer faltou ação, O Homem de Aço preenche esta lacuna com maestria. A pancadaria come solta, de verdade, em níveis nunca vistos nos filmes do Superman. Com um antagonista à altura - o general kriptoniano Zod, representado muito bem por Michael Shannon - o herói pode mostrar todo seu poder e impressionar o público como se espera de um filme assim. Além de dar um bocado de trabalho para os responsáveis pelos efeitos especiais.
Com O Homem de Aço, estamos diante de um produto inteiramente novo, um verdadeiro recomeço para que a DC Comics tenha no cinema a mesma importância e grandeza que tem nos quadrinhos. Prova disso é a produção, já em andamento, de Batman/Superman, que Zack Snyder dirige e a Warner lança em 2015, com Ben Affleck no papel de um Homem-Morcego mais velho e a volta de Henry Cavill como dono da capa vermelha. A espera vai ser longa. 

Mestres na arte de contar histórias. Assim pode-se denominar a Pixar, estúdio de animação que revolucionou o cinema e continua em sua missão de sempre (ou, ao menos, na maioria das vezes) entregar filmes cheios de empatia e com uma paixão pela sétima arte como poucos têm.
Em Universidade Monstros (Monsters University, EUA, 2013), o estúdio prova mais uma vez que uma sequência (ou um prelúdio, como aqui) pode existir sem que haja mais do mesmo. Dirigido por Dan Scanlon, o filme conta como Mike Wasowski (Billy Crystal) conheceu James Sullivan (John Goodman). O primeiro é um nerd sonhador e esforçado que entra na universidade para se tornar um assustador profissional. Já Sullivan não passa do filho de um famoso assustador, com talento mas nenhum bom senso. A princípio, os dois não são os melhores amigos - tampouco são inimigos, como era de se esperar em contos de origem - mas vão construindo a amizade que conhecemos em Monstros S.A., que lançou os inesquecíveis personagens (aliás, que personagem da Pixar não é?).
Todo o processo de construção das personalidades dos protagonistas e coadjuvantes é impressionante. Aos poucos, o filme envolve o espectador em uma teia de empatia e emoção que faz com que o público se apegue aos seus novos (e antigos) amigos. A fraternidade de perdedores - os famosos "losers" da cultura americana - Oozma Kappa, à qual Mike e Sullivan se juntam para competir nos Jogos do Susto é adorável em todos os sentidos. Até Randy Boggs, o rival de Sully nos tempos de empresa, aparece em cena e mostra o motivo de tanta rivalidade.
Impressiona também a habilidade que os animadores tiveram para criar criaturas individualmente diferentes umas das outras: nenhum monstro de Monstrópolis é igual. Imagino a alegria que não foi para os artistas, terem que levar a imaginação a níveis absurdos de atividade! Afinal de contas, criar tantas figuras variadas e interessantes não é coisa que qualquer um possa fazer, pois estamos falando de Hollywood, o lugar onde mais se copia no mundo. Com Universidade Monstros, a Pixar continua fazendo o que faz de melhor: ser original, mesmo em uma sequência.

Parte da "Fase 2" da Marvel no cinema, Capitão América - O Soldado Invernal ganha seu primeiro trailer. A trama mostra Steve Rogers (Chris Evans) se adaptando ao mundo moderno quando uma ameaça misteriosa surge de seu passado. 

ALERTA DE SPOILER: Se for seguir a história dos quadrinhos de mesmo título, o tal Soldado Invernal não é mais ninguém do que Bucky, seu companheiro de batalha e melhor amigo nos anos 40.

Veja o trailer:


O elenco conta com Samuel L. Jackson (Nick Fury), Scarlett Johansson (Viúva Negra), Sebastian Stan (Bucky Barnes/Soldado Invernal), Robert Redford (Alexander Pierce, o líder da S.H.I.E.L.D.), Anthony Mackie (Falcão), Frank Grillo (Ossos Cruzados), Cobie Smulders (Maria Hill), Emily VanCamp (Agente 13) e Hayley Atwell (Peggie Carter), entre outros.

Capitão América - O Soldado Invernal estreia em 11 de abril de 2014.
Todos os anos Hollywood despeja centenas de filmes agradáveis, cheios de bom humor, bonequinhos adoráveis e coloridos e mensagens positivas. Por outro lado, os filmes mais tensos, realistas e pessimistas vão ficando em segundo plano. Uma pena, já que normalmente são estes filmes os mais interessantes, por refletirem simplesmente o mundo como ele é - ou ao menos como não é retratado no cinema moderno.
Em 2013, dois filmes se encaixam nessa visão pessimista e a retratam com qualidade e brilhantismo: Bling Ring - A Gangue de Hollywood e Terapia de Risco.

Bling Ring - A Gangue de Hollywood, da diretora Sofia Coppola (As Virgens Suicidas, Maria Antonieta), conta a história real de um grupo de cinco adolescentes obcecados pelas vidas das celebridades que invadiram e roubaram inúmeros itens das casas de famosos como Paris Hilton, Lindsay Lohan, Megan Fox, Orlando Bloom e Audrina Partridge (esta pouco conhecida no Brasil, estrela de um reality show da MTV americana). O caso ganhou ainda mais notoriedade depois da revelação de que as celebridades sequer notaram os roubos. Os jovens (uma das meninas do grupo é representada por Emma Watson) entravam nas casas, levavam sapatos Louboutin, relógios Rolex, vestidos de Alexander McQueen, dentre outras grifes caríssimas, e simplesmente saíam sem nenhum problema. Muitas vezes as casas nem mesmo estavam trancadas, e Paris Hilton deixava as chaves embaixo do tapete!
Sofia Coppola, em sua jornada por mostrar o vazio de uma sociedade elitizada e absurdamente rica - sendo ela mesma parte desta sociedade, ela é filha de Francis Ford Coppola - segue realizando pequenas obras-primas que dão conta de refletir uma cultura consumista, na qual quem tem mais coisas, tem mais amigos, consegue os melhores lugares, e é mais feliz, ou tem mais a ilusão de felicidade. Seus protagonistas sempre são, no fim das contas, possuidores de uma infelicidade crônica. Assim é em Bling Ring. A gangue do subtítulo nacional acaba sendo presa e tem seus quinze minutos de notoriedade, apregoados por Andy Warhol nos anos 60. Mas é só. O vazio em suas vidas permanece. E a tristeza também.

Terapia de Risco, dirigido por Steven Soderbergh (Onze Homens e um Segredo, Contágio), mostra um outro lado da sociedade: aqueles profissionais, bem sucedidos ou não, que não conseguem viver sem o auxílio de remédios. Pílulas no estilo Xanax, que mantém a todos os usuários num ciclo aparentemente sem fim, sem luz no fim do túnel.
O thriller conta a história de Emily (Rooney Mara), que acabou de ter seu marido Martin (Channing Tatum) solto da prisão, onde esteve por crimes financeiros. Ainda assim, a jovem desenvolve sintomas de depressão e, depois de uma tentativa de suicídio, torna-se paciente do Dr. Jonathan Banks (Jude Law), que lhe prescreve um novo medicamento que ainda está em fase de testes. O remédio traz efeitos colaterais que se revelarão trágicos para Emily. Sem poder revelar muito da trama, pode-se apenas dizer que Terapia de Risco tem algumas (boas) reviravoltas em um roteiro inteligente e elegante.

Em comum entre os dois filmes, está a sociedade por eles retratada: doente, vazia e viciada em Ritalina.
Se tem um cara capaz de pegar todos os sonhos mais loucos dos apaixonados por ficção científica, cinema e cultura pop, e realizar algo notável e inesquecível, esse cara é sem dúvida Guillermo del Toro. Responsável por criar filmes memoráveis como os dois capítulos da saga de Hellboy e obras-primas na linha de O Labirinto do Fauno, além de ser uma das mentes por trás da trilogia de O Hobbit, del Toro é um nerd tão fanático quanto outros nerds que têm dominado o cinema de ação nos últimos dez anos (ainda bem!). Tamanho fanatismo traduz-se em sua cinematografia, sempre trazendo algo de original e sensacional a cada novo filme lançado.
Agora imagine só: um nerd como Guillermo del Toro chega e anuncia que fará um filme homenageando o gênero kaiju (monstros gigantes contra robôs gigantes efetuando uma destruição em níveis inimagináveis)! Como não se empolgar loucamente com uma coisa dessas?
É claro que Círculo de Fogo (Pacific Rim, EUA, 2013) não é para qualquer um. Se você é daquelas pessoas sem infância, que nunca se empolgou com clássicos como Jaspion, Changeman ou até animes, como Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z, e filmes de ficção científica nos moldes de Star Wars, então nenhum pelo de seu corpo irá se arrepiar aqui. Afinal de contas, estamos falando de um filme feito na medida certa para fãs de um gênero específico, que não se questionarão em nenhum momento o motivo de a arma fabricada para contra-atacar monstros extra-dimensionais ser máquinas robóticas gigantes armadas de espadas (entre outras coisas). Pelo contrário, é isto o que fará a alegria dos fãs, coisa que faz a gente querer aplaudir, gritar e dar pulinhos na cadeira (ou no sofá, no colchão, ou seja lá onde você vai ver o filme)!
Basicamente, Círculo de Fogo conta a história de seres gigantescos que chegam à Terra através de uma fenda no Pacífico que liga nossa dimensão à deles, e da guerra que tem início contra eles. As armas humanas? Robôs gigantes feitos especialmente para combate, pilotados por dois soldados neuro conectados em perfeita sincronia. Comandados por Stacker Pentecost (Idris Elba, de Thor e a série britânica Luther), o piloto veterano - abalado por uma perda terrível - Raleigh Becket (Charlie Hunnam, da série Sons of Anarchy) e a novata Mako Mori (Rinko Kikuchi, de Babel) precisarão de toda sua coragem para dar um fim dramático à guerra e, é claro, salvar toda a humanidade.
Todos os elementos esperados em um filme assim estão lá: os conflitos entre os pilotos, as cidades asiáticas palco de batalhas memoráveis, espadas manejadas por robôs, o discurso motivador do comandante antes do combate final ("Hoje, cancelamos o apocalipse!") e os efeitos especiais simplesmente espetaculares.
Del Toro criou - em parceria com o roteirista Travis Beacham - uma trama verossímil dentro daquele universo, e estabeleceu um novo nível para superproduções repletas de efeitos especiais. Logo, mesmo sendo um produto "feito-para-os-fãs", Círculo de Fogo pode, sim, agradar um público mais abrangente. Basta este público estar disposto a suspender a descrença e mergulhar em duas horas de ação ininterrupta, pancadaria e muitos, muitos pelos arrepiados.
Mesmo tendo sido premiada com um Oscar por Um Sonho Possível (e ser forte candidata no prêmio de 2014 por Gravidade), Sandra Bullock segue afirmando que nunca vai deixar de fazer comédia. Se tal frase realmente se cumprir, ótimo para o cinema. A atriz tem um timing cômico excelente e, como poucas na atualidade, consegue transitar entre drama e comédia com uma fluidez invejável. Em As Bem Armadas (The Heat, EUA, 2013), Bullock mostra mais uma vez seu talento para um gênero tão ignorado pela Academia, mas desta vez, ela não está sozinha. Sua companheira na jornada é Melissa McCarthy, outra atriz cômica sensacional. Melissa é aquela gordinha hilária que roubou a cena em Missão Madrinha de Casamento e já provou sua habilidade de arrebatar as bilheterias este ano, em Uma Ladra Sem Limites, além de estrelar uma sitcom de sucesso, Mike & Molly.
Juntar as duas atrizes em uma espécie de versão feminina de Máquina Mortífera provou-se uma ideia incrível. Além de atingir mais de 150 milhões de dólares nas bilheterias americanas, As Bem Armadas também conquistou a crítica e segue matando de rir um bocado de gente mundo afora.
Ashburn (Sandra Bullock) é uma super-agente do FBI, caxias até o tutano dos ossos e detestada entre seus colegas, que se une (involuntariamente) à detetive Mullins (Melissa McCarthy), uma boca-suja sem quaisquer modos que parece um Shrek de saias e sem restrições de classificação etária, mas com um forte senso de justiça. As duas se unem para investigar um misterioso barão do tráfico de drogas, cuja identidade é desconhecida. A trama não é tão importante quanto as cenas improvisadas entre as duas protagonistas, cuja química parece ter nascido com elas. Há muitos momentos memoráveis: Ashburn e Mullins apostando corrida para ver quem entra primeiro no prédio de um suspeito; Mullins tentando ensinar a parceira como não parecer uma agente do FBI durante uma investigação em uma casa noturna; Ashburn bebadaça doando seu carro a um companheiro de pinga, que conheceu durante uma noite obscura de muita cachaça...
É um desses filmes para ver com a galera, em uma sessão regada a muita pipoca voando, guaraná aos litros e muita zoação. Acredite: As Bem Armadas vai fazer você chorar de rir.

Mais um #CurtaPop para animar o final de semana. Desta vez, é um filmezinho dirigido por Job, Joris & Marieke, lançado recentemente no Vimeo e já sendo selecionado pela equipe do site. O curta mostra um mundo onde ninguém tem boca, até que um acidente sangrento acontece e todos descobrem a alegria que pode vir por causa da existência da boca. Muito bem feito e bem-humorado! Confira aqui:


 
SITUANDO A CENA: Terry e Charlie se confrontam no banco de trás do carro.
 
Terry: "Lembra aquela noite no Jardim quando você entrou no meu vestíbulo e disse 'Garoto, essa não é sua noite. Vamos pagar o preço pelo Wilson.' Lembra disso? 'Essa não é sua noite.' Minha noite! Eu podia ter acabado com o Wilson! Aí o que acontece? Ele leva o tiro lá fora em uma quadra e eu ganho o quê? Uma passagem só de ida para Palookaville. Você era meu irmão, Charlie. Você devia ter cuidado de mim um pouco. Você devia ter cuidado de mim um pouco. Você devia ter cuidado de mim só um pouquinho para que eu não fosse um duro... Eu poderia ter tido classe. Eu poderia ter sido um advogado. Eu podia ter sido alguém. Ao invés de um vagabundo... que é o que eu sou, vamos admitir."



A julgar por sua cinematografia, Breno Silveira é um diretor especializado em fazer emergir os sentimentos mais profundos dos espectadores. De Dois Filhos de Francisco a Gonzaga - De Pai Pra Filho, todos os seus filmes contam histórias que apelam às emoções de quem os assiste, normalmente embaladas por canções populares. Não à toa, o cineasta vem colhendo sucessos consecutivos, sejam estes de crítica ou de público.
Este À Beira do Caminho (Brasil, 2012), lançado no mesmo ano da cinebiografia de Luiz Gonzaga, não fica para trás. Ao contar a história de um caminhoneiro que, ao dar carona a um menino que perdeu a mãe e está em busca do pai que o abandonou, é confrontado com seu próprio passado, Silveira cria um filme simples, sensível e muito emocionante. E conta com a poderosa ajuda das canções clássicas de Roberto Carlos, presentes no imaginário popular brasileiro há mais de 50 anos.
João (João Miguel) e Duda (Vinícius Nascimento) formam uma dupla com muitas semelhanças a um clássico do cinema nacional: Central do Brasil. Como no filme de Walter Salles, há uma criança à procura de seu pai; como em Central, há uma jornada rumo às entranhas do Brasil. Mas, diferente do filme indicado ao Oscar, À Beira do Caminho conta uma jornada no sentido reverso: do norte para o sul, e também a jornada de um pai ausente à procura de reencontrar seu passado e renovar sua esperança no futuro.
Os dois atores protagonistas mostram enorme talento, especialmente o menino Vinícius Nascimento, que mostra uma fragilidade e uma delicadeza muito semelhantes ao que também se via no outro Vinícius, aquele de Central do Brasil.
Um recurso narrativo digno de nota é o uso das famosas frases escritas nos para-choques dos caminhões para pontuar momentos importantes da história. A cada novo acontecimento, uma nova frase. O diretor presta, assim, uma homenagem não apenas ao cancioneiro popular, mas à sabedoria contida nestas frases: provérbios preciosos de quem vive à margem, à beira do caminho do mundo.

Plínio Barboza (@Plinio_Barboza), do Rio de Janeiro




Meu terceiro dia (20 de setembro) de Rock In Rio e a expectativa lá em cima, afinal, ia tocar Matchbox 20, Ben Harper, Frejat e Bon Jovi. Não tinha como sair nada errado...e não saiu.
No Palco Sunset, infelizmente não vi todos os shows, mas os que vi (exceção de Ben Harper) me surpreenderam, vamos a eles:

Grace Potter and Nocturnals + Donavon Frankenreiter: antes de ir pro Rock In Rio procurei conhecer todos os sons que não conhecia e Grace Potter foi de uns que me deixou indiferente ao ouvir no MP3. Mas meus amigos, ao vivo, que energia a mulher tem, que presença de palco! Ela toca, canta, além de ser linda. Grata surpresa da noite. Já a participação de Donavon se resumiu a três musicas, até porque o som dele pouco combina com o de Grace Potter. Recomendo vocês asssitirem esse show no YouTube.

Ben Harper e Charles Musselwhite: meus amigos, esse foi O SHOW! Blues na veia, com slide guitar de Ben Harper e gaita de Mr. Musselwhite. Sou suspeito pra falar sou fã desde sempre de Ben Harper e esse disco que ele fez com Musselwhite o Get Up é uma obra prima e fora que ouvir Blues me deixa com sede...foi lindo!

Partimos agora pro Palco Mundo. Antes de dar minha visão sobre os shows, confesso que achava esse lineup do Palco Mundo meio mela cueca...errei.

Frejat: não precisa falar muita coisa, showzaço! Só hits tanto da carreira com o Barão, da carreira solo e várias homenagens. Por mim, Medina traz Frejat e Skank em todo Rock In Rio, é daqueles shows que te deixam de bem com a vida.

Matchbox 20: expectativas altíssimas pra esse show e, graças aos deuses do rock, Rob Thomas correspondeu à altura. Matchbox pra mim, é nostalgia, gosto de adolescência, coisa boa. E eles tocaram todas que eu queria ouvir, Unwell, Disease e um monte de coisa boa. O editor me desculpe...mas foi um show foda!

Nickelback: me perdoem, mas eu sempre achei que o Nickelback era o Creed e por isso que não gostava dos caras. Fora que gritei umas três vezes pra tocarem My Sacrifice...mas desfeito o equívoco, show pesado, também recheado de hits e com o vocalista mandando bem com o público. E ganharam mais um admirador. O Creed? Bem, o Creed não é o Nickelback.

Bon Jovi: o show mais esperado da noite, Bon Jovi como sempre carismático...como disse um jornal de grande circulação (que não lembro agora o nome): o
Fábio Junior do hard rock mandou bem, lógico que faltaram muitos hits (queria ouvir pelo menos a trilha sonora de Young Guns 2), teve homenagem ao batera Tico e até selinho em uma fã e pra encerrar tocaram Always... Se você, assim como eu, for solteiro e estiver num show de Bon Jovi, ou não, é só tocar Always, chamar a mina pra dançar. E assim se encerrou a noite do dia 20, com grandes shows que compensaram o preço do ingresso e todo o esforço da maratona.