Dirigido por Márcio Ramos, o curta Vida Maria retrata o triste ciclo da vida de milhões de brasileiros. Emocionante e sensível. Vale a pena descobrir.



Skate flutuante? Campos de força? Invadir sonhos? Neuralizador?
Nesta PopLista aproveitamos um artigo do site TotalFilm.com para debater a possibilidade de alguns aparelhos e bugigangas dos filmes sci-fi se tornarem realidade. Será que algum dia poderemos comprar essas coisas nas Lojas Americanas mais próximas? Confira a lista e divirta-se:

Batmóvel (Batman Begins)
O carro já passou por várias alterações e encarnações, e como a tecnologia de estado-da-arte continua a avançar, o veículo teve que mudar para permanecer um passo à frente dos avanços da vida real. Em O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012), o Batmóvel tornou-se um veículo-tanque blindado de controle de multidões, completo, com metralhadoras, um canhão, e correias de tanque no lugar de pneus. Segundo o próprio cara, a única coisa que pode penetrar sua blindagem "não é deste planeta".

QUAIS SÃO AS CHANCES?
Prof. Phil Blythe, diretor do Painel de Políticas de Transporte, do Instituto de Engenharia e Tecnologia: "A tecnologia vista no Batmóvel já existe, mas atualmente não há um grande mercado que permita uma produção em larga escala".


Mochila-foguete (007 Contra a Chantagem Atômica e outros)
Mochilas-foguete apareceram pela primeira vez na ficção científica na década de 1920 e tornaram-se populares nos anos 60, quando Sean Connery, no papel de James Bond, usou uma na sequência de abertura de 007 Contra a Chantagem Atômica (Thunderball).

QUAIS SÃO AS CHANCES?
David Evans, diretor do Painel da Inovação, do Instituto de Engenharia e Tecnologia: "Vai levar muito tempo antes de vermos uma mochila-foguete funcional e comercialmente disponível no mercado, talvez nunca vejamos. Há muitos problemas sérios sobre a fonte de energia para mantê-la no ar, e depois o controle da estabilidade em movimento, para não mencionar a segurança, o impacto ambiental e a aceitação do público na prática".


Carros que não precisam de motorista (O Vingador do Futuro)
Que tal apenas colocar os pés para cima e ler um bom livro enquanto viaja de um lugar a outro? Carros assim são figurinha fácil em filmes de ficção científica, como O Vingador do Futuro, e a oportunidade de escolher um na concessionária mais próxima está mais perto do que você pensa. O projeto Google Driverless Car envolve o desenvolvimento da tecnologia para carros livres de motorista, com mais de 300 mil milhas de direção já tendo sido alcançadas, livres de acidente. Três estados americanos já aprovaram leis permitindo tais carros.

QUAIS SÃO AS CHANCES?
David Evans, diretor do Painel da Inovação, do Instituto de Engenharia e Tecnologia: "Carros sem motorista já têm sido testados por fabricantes de automóveis em suas pistas de testes particulares - então, a questão é quanto tempo levará para que as tecnologias se tornem viáveis e de confiança pública. Meu palpite é que isso pode acontecer dentro dos próximos 10, ou 20 anos, uma vez que alguns carros já têm muitos componentes semelhantes, como, por exemplo, sistemas de navegação por satélite, controle de cruzeiro e estacionamento automático".

Skates flutuantes (De Volta para o Futuro Partes 2 e 3)
Eu quero um skate voador desde que era criança e vimos um em ação nos filmes de Robert Zemeckis, estrelados por Michal J. Fox, e parece que eu não sou o único. Várias companhias e indivíduos já desenvolveram tecnologias hovercraft (o nome original do gadget) tentando criar produtos semelhantes, mas ninguém conseguiu chegar perto da experiência dos filmes... ainda.

QUAIS SÃO AS CHANCES?
Prof. Phil Blythe, diretor do Painel de Políticas de Transporte, do Instituto de Engenharia e Tecnologia: "Esta tecnologia está a décadas de distância, talvez até mais de 20 anos, mas esperamos que desenvolvamos isso como um marco para chegarmos aos carros voadores".

Invasão de sonhos (A Origem)
No blockbuster vencedor do Oscar de 2010, Leonardo DiCaprio vive o papel de Dom Cobb, um ladrão que faz espionagem corporativa infiltrando-se no subconsciente de seus alvos. Não foi a primeira vez que a ficção científica tratou de remover ou implantar ideias ou memórias por meio de sonhos (veja O Vingador do Futuro, ou Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças), mas será que isso pode vir a acontecer na vida real?

QUAIS SÃO AS CHANCES?
Prof. Jan Schnupp, Departamento de Fisiologia, Anatomia e Genética, Universidade de Oxford, Inglaterra: "Toda atividade mental, incluindo os sonhos, é o produto da atividade de bilhões de neurônios em nossas cabeças. O principal obstáculo é como interceptar sinais o suficiente para conseguir uma imagem clara do que se passa em um sonho. Com a tecnologia atual, implantar microeletrodos no cérebro é a única maneira de ler essa atividade com detalhes o bastant - mas, possivelmente, seriam necessários milhares deles, o que significa abrir numerosos buracos em sua cabeça. As barreiras legais e éticas tornariam tal empreitada extremamente difícil. Atualmente, não há tecnologias menos invasivas no horizonte, então no futuro próximo seus sonhos estão a salvo de olhos curiosos".

Neuralizador (Homens de Preto)
O Neuralizador é meio que um aparelho-chave para os Homens de Preto. Do tamanho de um charuto, ele emite um flash brilhante que destrói as memórias de horas anteriores, ou dias, semanas, meses ou anos, dependendo das configurações escolhidas. O que poderia ser muito útil quando você acorda depois de uma tremenda bebedeira, só para descobrir que você insultou/pintou de spray/abusou de seu parceiro/pais/chefe.

QUAIS SÃO AS CHANCES?
Neil Levy, Diretor de Pesquisa do Centro Oxford para Neuroética, Universidade de Oxfor: "Até onde posso dizer, a tecnologia não é nem um pouco realista em relação ao futuro próximo. Não temos a tecnologia para alcançar memórias específicas sem devastar outras áreas do cérebro. Com certas drogas, contudo, como Propofol, já se pode apagar com eficiência muitas memórias recentes, então se os acontecimentos forem realmente recentes, esta forma de tratamento age de forma muito parecida com o Neuralizador de Homens de Preto".

Campos de força (Jogos Vorazes)
Campos de força são uma ocorrência bem comum na ficção científica, usados mais recentemente em Jogos Vorazes para evitar que os concorrentes escapassem dos jogos. O campo de força invisível dava a todos que o tocassem um choque elétrico e evitava que deixassem a arena.

QUAIS SÃO AS CHANCES?
Dra. Ruth Bamford no STFC (Space Plasmas Group): "Os experimentos e trabalhos teóricos parecem muito promissores para que esta tecnologia torne-se realidade. A ideia é lidar com missões espaciais onde a ameaça crítica de radiação existe. A NASA já afirmou que a radiação é o único impedimento técnico para missões tripuladas a Marte. Podemos gerar um campo magnético artificial e uma fonte de plasma - a questão é o que poderíamos colocar dentro de uma nave. No passado presumia-se que era necessário um ímã enorme na nave para ser eficiente, mas nosso trabalho tem mostrado que um escudo defletor de plasma controlado e manipulado, usando um campo magnético artificial funcionará. Assim, o campo magnético necessário é uma fração daquele considerado nos anos 1960 - estamos tentando determinar precisamente o tamanho. Dependendo do orçamento e da vontade de ir atrás disso, podemos ter a tecnologia de campos de força em um voo de demonstração em três ou cinco anos, e em uma nave tripulada em 10. Isso abrirá a possibilidade para que a humanidade explore o espaço".

Tradução: Filipe Malafaia



Finalmente saiu a primeira prévia de Wolverine Imortal (The Wolverine, EUA, 2013), que traz mais uma vez Hugh Jackman no papel que o tornou um astro do cinema. Dirigido por James Mangold, a trama traz Logan indo até o Japão em busca do amor e acaba enfrentando a superorganização criminosa Tentáculo. A história é baseada na minissérie Eu, Wolverine, escrita por Chris Claremont e desenhada por Frank Miller. A saga japonesa do herói mutante é uma das fases mais queridas pelos fãs do personagem. Aí está o trailer legendado:


Brad Pitt em um filme-catástrofe de zumbis, realizado em uma escala épica. Assim é Guerra Mundial Z, adaptação do livro de Max Brooks, que estreia no Brasil em 28 de junho. Pelo novo trailer, parece que teremos um desses filmes com cenas de tirar o fôlego, mas sem muito tempo de desenvolver os personagens. Mas até agora só vimos o trailer, que é bom pra caramba! Confira:


Apesar de ler quadrinhos desde que fui alfabetizado (na verdade, aprendi a ler com as revistas da Turma da Mônica), não sou muito prolixo em escrever sobre a Nona Arte. Mesmo assim, escolhi os quadrinhos como tema de minha dissertação de mestrado, o que tem tomado boa parte do meu tempo, lendo as mesmas histórias com outros olhos. Acontece que a dissertação trata das adaptações de contos de fadas para os quadrinhos modernos, e é impossível falar de tal tema sem conhecer Sandman, a série escrita por Neil Gaiman entre 1989 e 1996, para a DC Comics. Foram apenas sete anos, mas tempo suficiente para revolucionar a indústria de quadrinhos voltados ao público adulto.
Gaiman apossou-se do personagem criado por Hans Christian Andersen no século XVI, que andava com uma algibeira cheia de pó dos sonhos e soprava-o nas crianças, dando-lhes sonhos ou pesadelos. Na visão de Gaiman, o Sandman é Sonho, uma representação antropomórfica do sonhar, um dos sete perpétuos, que domina o Reino do Sonhar, até o dia em que é invocado à dimensão terrena e aprisionado por um místico de quinta categoria, que planejava trazer a Morte ao nosso mundo, afim de aprisioná-la e dominá-la. O perpétuo permanece preso dentro de uma redoma de vidro durante cerca de 70 anos, até conseguir se libertar. Livre para se vingar de seu captor, descobre que o mesmo está morto e ainda por cima se desfez de suas três ferramentas essenciais para que recupere a plenitude de seu poder. Trata-se de três objetos que ele precisa reaver: a algibeira (um saquinho contendo o pó dos sonhos), o elmo e o rubi.
Assim começa o primeiro arco de histórias de Sandman, que teria ainda mais dez arcos, através dos quais Morpheus (que é outro dentre os muitos nomes que Sonho possui, dependendo de qual cultura, humana ou não, o conhece) viaja ao inferno - e engana Lúcifer -, retorna ao seu reino para restaurá-lo, vive aventuras ao lado de sua irmã, Morte, e de outros de seus irmãos perpétuos e aos poucos revela detalhes de sua personalidade e suas histórias do passado são apresentadas.
O encantador em Sandman é o modo como Neil Gaiman conta suas histórias. Sua poesia, fruto de um enorme conhecimento literário e cultural, tem algo de mágico, que prende a atenção do leitor. Os roteiros da HQ parecem, a princípio, incompreensíveis. Mas gradualmente toda a grandeza de uma trama milimetricamente planejada vai se revelando, e personagens e diálogos que pareciam irrelevantes mostram-se fundamentais para a compreensão total da história. É preciso ler as páginas de Sandman com uma atenção redobrada, e ajuda muito reler as edições para que se entenda melhor arcos futuros.
Tudo isso tem a colaboração imprescindível dos artistas que trabalharam cada página como diamantes sendo lapidados: Sam Kieth (creditado como co-criador dos personagens), Kelley Jones,  Dave McKean (capas oníricas maravilhosas), Mike Dringenberg e outros. Kieth é responsável por desenvolver o visual inconfundível de Sonho, que parece um jovem gótico extremamente pálido - os góticos estavam em alta no final dos anos 80.
No Brasil, Sandman já passou pelas editoras Globo, Brainstorm, Conrad, Pixel, até chegar à Panini Comics, que tem publicado a série em formato de megaencadernados, reproduzindo a coleção Absolute Sandman, que se propõe a publicar todas as 75 edições (e todas as minisséries com os outros perpétuos como protagonistas) em 10 encadernados. Infelizmente, o preço proibitivo para a maioria das pessoas mantém Sandman distante de um público maior, ficando relegado à apreciação de poucos. Ainda bem que existe a internet.

Tanto tempo sem uma PopLista (ok, só fizemos uma desde o começo, já sabemos...)! Já era hora de voltar a publicar em português as divertidíssimas listas da revista inglesa Empire, que sempre arrumam temas inusitados. Desta vez, falamos dos personagens fofinhos que, à primeira vista, parecem inofensivos, mas que na verdade são perigosíssimos! A Empire listou 23 personagens, mas nós nos limitamos aos 10 primeiros (e uma menção honrosa). Aí vai a lista, que você pode conferir no site da Empire AQUI, em inglês.

1. Lotso - Toy Story 3 (2010)

Como ele se parece: um ursinho de pelúcia rosa, com perfume de morango e que só quer ser abraçado.

Como ele é na verdade: um mestre da manipulação que comanda os brinquedos de uma creche com mão de ferro, como se fosse o diretor de um presídio, do tipo que não hesita em mandar seus capangas jogá-lo em um incinerador.

2. Yoda - série Star Wars (1977-)

Como ele se parece: um carinha verde que usa panos de saco e que precisa urgentemente aparar os cabelos da orelha. Na verdade, precisa de uma transformação geral. Usar panos de saco é tão muito tempo atrás (em uma galáxia muito, muito distante).

Como ele é na verdade: um mestre das artes marciais cheio de mid-chlorians que fala coisinhas filosóficas como se isso fosse a coisa mais natural do universo. Yoda é um exército de um homem só, com quem é melhor não mexer. Ainda precisa de um corte de cabelo, mas não seremos nós a apontar isso. É melhor não.

3. Hit-Girl - Kick-Ass - Quebrando Tudo (2010)

Como ela se parece: uma inocente colegial que chamaria seu papai ao primeiro sinal de problema.

Como ela é na verdade: uma impiedosa máquina de matar, altamente treinada e armada até os dentes, com pistolas, espadas, estrelas-ninja e uma porção de palavrões. É melhor torcer para ela te matar na primeira vez, ou seu golpe de misericórdia pode ser ainda pior.

4. Mogwai - Gremlins (1984) e Gremlins 2 - A Nova Geração (1990)

Como eles se parecem: bolinhas de pêlo que, literalmente, tremem diante do perigo. Observe a voz angelical e os olhos "por-favor-não-me-machuque".

Como eles são na verdade: exatamente isso. A menos que você quebre as regras, que são: 1) Não jogue água neles; 2) Nunca os alimente depois da meia-noite. Resumindo, nunca os leve para nadar, porque senão eles vão se multiplicar, nem deixe a geladeira aberta depois de um lanchinho da meia-noite, porque eles vão sofrer uma tremenda reviravolta - uma do tipo matadora. Até o próprio Gizmo pode se transformar numa espécie de Rambo, se provocado. Fora isso, os mogwai podem ser ótimos bichinhos de estimação, ideais para crianças pequenas e presentes de natal.

5. Banguela - Como Treinar o Seu Dragão (2010)

Como ele se parece: um grande dragão negro, mas da variedade "bonitinho-parecido-com-um-gato". Você conhece o tipo. Além disso, sua cauda está danificada e ele não tem dentes, o que basicamente faz dele inofensivo... certo?

Como ele é na verdade: uma raça e inteligente de dragões conhecida como Fúria da Noite, que simplesmente esconde seus mortais dentes retráteis. Dito isto, conserte sua cauda e ele será seu amigo. Mas esteja do lado errado, e ele desencadeará uma feroz explosão de chamas em seu traseiro viking.

6. O coelho assassino de Caerbannog - Monty Python Em Busca do Cálice Sagrado (1975)

Como ele se parece: um inócuo coelhinho branco, do tipo que sai das cartolas de mágicos.

Como ele é na verdade: nenhum coelho comum. Na verdade, ele é o mais abominável, cruel e mal-humorado roedor que você jamais verá. É o destemido guardião da terrível Besta Negra de Aaaaarrrrggggghhhhh. Se você não sujar as calças e sair correndo, ele rasgará sua garganta de modo terrível em questão de segundos. Somente se aproxime deste monstro terrível se você tiver uma Granada Sagrada à mão. Obs.: você terá que saber contar direito para usá-la.

7. Mathilda - O Profissional (1994)

Como ela se parece: a vítima de 12 anos de idade de um pai abusivo, cujo único amigo é um coelhinho de pelúcia. Ah, e um vaso de plantas.

Como ela é na verdade: a vítima de 12 anos de idade de um pai abusivo, cujos únicos amigos são um coelhinho de pelúcia e um assassino da máfia. Ela é uma assassina treinada em busca de vingança pela morte de seu irmão de quatro anos de idade. Mesmo se não conseguir empregar com eficiência suas habilidade recém-adquiridas e te matar, ela tem o reforço de um dos melhores matadores do ramo, que está mais do que disposto a colocar a própria vida em risco para protegê-la.

8. Gato de Botas - Shrek 2 (2004), Shrek Terceiro (2007), Shrek Para Sempre (2010) e Gato de Botas (2011)

Como ele se parece: um gatinho gracioso típico de vídeos do YouTube, isso se seu gatinho gracioso típico gosta de usar botas de salto alto, um chapéu de cavaleiro e uma capa esvoaçante.

Como ele é na verdade: um habilidoso espadachim que usará sua irresistível graciosidade para amaciar seus inimigos, transformando-os em idiotas contaminados pela fofura, para em seguida lançar seu mortal ataque felino frontal. Se você conseguir escapar de suas armas, quem sabe não pode ser salvo por uma bola de pêlo na garganta dele, coisa que costuma acontecer com frequência.

9. O Homem de Marshmallow - Os Caça-Fantasmas (1984)

Como ele se parece: um boneco que parece um rascunho do mascote da marca de pneus Michelin, feito inteiramente de marshmallow e usando um lindo uniforme de marinheiro.

Como ele é na verdade: o deus sumério da destruição, Gozer, com 100 pés de altura (31 metros), capaz de espalhar lixo tóxico em uma cidade inteira apenas com seus passos largos. Mas se você conseguir derrotá-lo, com certeza ele tem um gosto bom.

10. Cabeça de Martelo - Prometheus (2012)

Como ele se parece: uma aterrorizante criatura fálica alienígena de quatro patas... a menos que você seja Millburn (Rafe Spall), de Prometheus, para quem com certeza a criatura tem um quê de angelical.

Como ele é na verdade: uma aterrorizante criatura fálica alienígena de quatro patas com uma força capaz de quebrar ossos, sangue ácido, a habilidade de se regenerar e uma inclinação para inflingir morte por garganta profunda. Só sendo mesmo muito idiota para se aproximar dele. Ou sendo Millburn.

Menção honrosa: Zezé Parr - Os Incríveis (2004)

Como ele se parece: um bebezinho risonho que não exibe nenhum dos poderes possuídos pelos outros membros de sua família de super-heróis.

Como ele é na verdade: um bebezinho que só está começando a compreender suas habilidades - que superam de longe as do resto de sua família - que Zezé tende a liberar com uma força mortal quando ameaçado e/ou entediado por sua babá. Habilidades especiais incluem: transmorfo, teleporte, voo, visão laser, atravessar paredes, transformar-se uma fera demoníaca e praticar autocombustão à vontade. Toma essa, Superman.



Se você acha que a Segunda Guerra Mundial já rendeu filmes o suficiente para que ninguém se esqueça dela e de seus horrores, é importante pensar melhor. Há inúmeras histórias que podem ser contadas sob outros pontos de vista além daquele vindo de Hollywood. É o que acontece em A Coleta (La Rafle, França/Alemanha/Hungria, 2010), onde a diretora Rose Bosch leva às telas uma história pouco (ou nada) conhecida do conflito, acontecida durante a invasão nazista a Paris. O filme mostra o momento em que os alemães cobram dos franceses rendidos a entrega de 25 mil judeus moradores de Paris, simplesmente pelo fato de serem judeus.
É nesse contexto que vive Joseph Weismann, um menino judeu de onze anos, e sua família. Joseph (Hugo Leverdez) é um garoto feliz, que percorre as ruas do bairro pobre onde mora, correndo e brincando juntamente com seus amigos. A frágil felicidade do menino acaba no dia 16 de julho de 1942, quando tropas da polícia francesa chegam no bairro de madrugada, arrombando as portas das casas das famílias judias e levando-as prisioneiras para o velódromo de Hiv, onde ficariam por vários dias em condições deploráveis, sem água, comida nem o mínimo de higiene. No velódromo, a família de Joseph conhece Anette Monod (Mélanie Laurent, de Bastardos Inglórios), enfermeira da Cruz Vermelha, e o doutor David Sheinbaum (Jean Reno, do remake de A Pantera Cor-de-Rosa), médico judeu que também é prisioneiro ali, mas que aproveita o momento para ajudar as pessoas doentes, mesmo sem quase ter condições de trabalho no local.
Todos os desdobramentos do terrível confinamento das famílias no velódromo - a transferência para campos de concentração, as fugas e separações de pais e filhos - são mostrados de maneira contundente pela cineasta, que desenvolve os personagens de modo a fazer com que nos importemos com o destino de cada um deles.
Apesar disso, o roteiro - escrito também por Rose Bosch - ainda carece de certa coerência em vários momentos, que narram episódios sem mostrar como os mesmos se desenvolveram. A presença de Adolf Hitler e outros nazistas famosos no filme não se justifica, pois as cenas menos interessantes pertencem a estes personagens, que não mostram em nenhum momento a que vieram, nem contribuem para nenhum desdobramento maior da trama. Parece que Hitler está lá apenas para que nós o odiemos ainda mais, sem que se compreenda suas aparições esporádicas. Ainda assim, a própria dramaticidade da história contada colabora para tornar A Coleta um filme arrebatador. As atuações de Laurent e Reno, bem como dos elencos mirim e adulto coadjuvante, muito bem selecionados, não permitem que a atenção do espectador se perca. É inegável a emoção presente no triste clímax do filme, que, ao som de Chopin, descreve ao mesmo tempo a bondade de poucos e a maldade de muitos.

A Coleta não foi lançado no Brasil nos cinemas e permanece inédito em DVD, mas está em exibição no canal pago MAX.

Baixe o torrent e a legenda em português AQUI.

La rafle (2010) on IMDb

Para entrar no clima do filme, ouça Chopin aqui:

Finalmente a Fox disponibilizou o curta The Longest Daycare, indicado ao Oscar 2013! Está aí, para ser apreciado. Divirta-se!

Saiu o novo trailer de Homem de Ferro 3!
Confira aí e fique roendo as unhas até 26 de abril, dia da estreia!

Para esquentar o clima até o lançamento do novo trailer - hoje, às 14:00, aqui no Pop Cine Mais - a Marvel divulgou o cartaz nacional de Homem de Ferro 3, que estreia por aqui em 26 de abril (antes de estrear nos EUA!), data que parece não chegar nunca...



Dirigido por Antônio Carlos da Fontoura, Somos Tão Jovens conta a história da juventude de Renato Russo (Thiago Mendonça, de 2 Filhos de Francisco), mostrando a trajetória do Aborto Elétrico, primeira banda de Renato, até o surgimento da Legião Urbana. Veja o trailer:



Somos Tão Jovens estreia em 3 de maio.

Dirigido por Luciano Moura e estrelado por Wagner Moura, Mariana Lima e Lima Duarte, A Busca conta a história da incansável busca de um pai por seu filho desaparecido. Pelo trailer, o filme promete!

A estreia acontece em 15 de março.


Não é de hoje que filmes do tipo "concurso musical" são produzidos em Hollywood. Normalmente os estúdios criam histórias que enaltecem a capacidade que todo mundo tem de vencer na vida, usando os concursos musicais como uma espécie de analogia. Usando este mote, muitos filmes fizeram sucesso, desde A Noviça Rebelde até Mudança de Hábito, passando também por séries como Glee e Smash (embora não seja sobre concursos musicais, retrata a luta para vencer na Broadway). Alguns destes filmes se mostraram verdadeiras bombas, preferindo criar números musicais elaborados a elaborar um roteiro no mínimo crível.
A Escolha Perfeita (Pitch Perfect, EUA, 2012) encontra-se em um meio-termo nesse jogo artístico: tem um roteiro formulaico - "reviravoltas" que podem ser previstas com 30 minutos de antecedência, personagens que são figurinhas fáceis em comédias, como a gordinha descolada, a gostosona ninfomaníaca, a garotinha tímida e a protagonista, que é a única pessoa "normal" da turma - mas que é salvo pela feliz escolha do elenco.
Beca (Anna Kendrick, de Amor Sem Escalas e Scott Pilgrim Contra o Mundo) é uma recém-chegada a uma universidade, embora tenha vontade de largar os estudos para se dedicar à música, sua grande paixão. Totalmente contra sua vontade, ela ingressa em um coral universitário "acapella" (que faz música sem o uso de instrumentos), formado inteiramente por meninas, que deseja voltar a competir em concurso nacional de corais do gênero. A líder do coral, Aubrey (Anna Camp, de Histórias Cruzadas), é antiquada e só escolhe músicas antigas para o repertório do grupo, além de ter um sério problema de nervosismo, que a fez vomitar em plena final do concurso do ano anterior. É claro que as ideias de Beca irão mudar os rumos do grupo, e todos esperam desde o começo do filme, o momento em que o grupo finalmente vencerá o concurso.
Como já disse lá em cima, o que faz a diferença em A Escolha Perfeita é o elenco. Além de Anna Kendrick, com sua graciosidade habitual, quase infantil, o filme ainda conta com Rebel Wilson (a colega de apartamento de Kristen Wiig em Missão Madrinha de Casamento), que, de longe, tem as melhores piadas do roteiro, a ponto de roubar a cena em muitos momentos.
É claro que, em um filme do gênero, os números musicais devem ser espetaculares. E eles são, apesar de utilizarem alguns hits pop momentâneos (Como explicar a presença de "Since U've Been Gone", de Kelly Clarkson no repertório do filme?), que fazem com que o filme já nasça datado. A cena das audições para entrar nos corais é especialmente bacana, com uma edição interessante e ágil. Não é de se admirar, já que o diretor, Jason Moore, estreante em cinema, é veterano na condução de musicais da Broadway, a ponto de ter sido indicado ao Tony, o Oscar do teatro americano.
A Escolha Perfeita é uma boa escolha (alerta de trocadilho infame!) para desfrutar de alguns bons momentos com uma turma que curte música ou comédia, ou as duas coisas juntas.

A Escolha Perfeita (2012) on IMDb