A julgar pelo novo trailer de O Homem de Aço (Man of Steel) lançado nesta terça-feira, um elemento muito importante da mitologia do Superman sofreu uma alteração radical. Aparentemente, o General Zod (Michael Shannon) pede que o Superman (Henry Cavill) seja devolvido ao seu planeta natal, Krypton. Isso significaria que o planeta não foi destruído, como sabemos? Além disso, a maior parceira do vilão Zod, Faora (Antje Traue), ameaça o Superman: "Para cada humano que você salvar, vamos matar 1 milhão."
Os flashes de cenas que prometem são mostrados: Lois Lane usando um tipo de traje de astronauta, uma nave enorme pousando em um lago, e a pancadaria solta entre Zod e Superman. Esse filme, dirigido por Zack Snyder (300, Watchmen - O Filme), promete!

Veja o trailer:


O Homem de Aço estreia em 14 de junho nos EUA e em 12 de julho no Brasil.

Compositor: Vários artistas


Bollywood. Salão de baile. Bowie. Para sua aposta de trazer de volta o musical em forma de ópera, embora com um toque decididamente pós-moderno, Baz Luhrmann se apropriou de uma variedade de formas, mas a inspiração foi indiana. Pesquisando para sua versão de Sonho de Uma Noite de Verão na Índia, de Benjamin Britten, Luhrmann pegou um filme de Bollywood e imaginou: "Será que eu conseguiria criar uma forma cinematográfica como essa? Será que um musical funcionaria? Os musicais devem ser capazes de funcionar na cultura ocidental novamente, mas será que ele pode ser tragicômico? Assim, então, começou este comprometimento de seguir adiante com Moulin Rouge". O resultado foi uma trilha sonora explosiva, com melodias clássicas entoadas pelo elenco, mas nenhuma com mais prazer do que o "Elephant Love Medley" de Ewan McGregor e Nicole Kidman.


Para quem achava a abertura da novela Amor à Vida de uma originalidade só, precisa descobrir Thought of You, curta animado em 2D que Ryan Woodward realizou em 2010. De uma beleza não menos que sublime, o filme mostra uma coreografia ao som da canção "World spins madly on", do grupo The Weepies. Veja o curta:


Se você, como eu, amou a música - que é infinitamente do que qualquer coisa que o Daniel cante, pode ouvi-la (sem o vídeo) aqui:



[Errata em 22/05, às 12:27:] Depois de ler um comentário, via Facebook, de Douglas Nogueira (obrigado!), o Pop Cine Mais apurou que o próprio Ryan Woodward foi contratado para realizar a abertura da novela Amor à Vida. Logo, não foi imitação, mas o trabalho do próprio autor do curta Thought of You.

Imagine Seth Rogen, Jonah Hill, James Franco, Paul Rudd, Michael Cera, Emma Watson interpretando a si mesmos em uma comédia que faz piada com o fim do mundo. Só pode ser hilário! Assim é É O Fim, dirigido por Evan Goldberg e Seth Rogen. Pelo trailer, a gente só pode esperar muita bagunça e situações de matar qualquer um de rir! Confira aí:


É O Fim estreia em junho nos EUA, mas no Brasil só estreia em setembro. Pirataria à vista...
William Joyce é o novo garoto de ouro de Hollywood, e não estou falando de nenhum ator-mirim, ou cineasta-promessa. Joyce é escritor, autor da série literária Os Guardiões da Infância e também já ganhou um Oscar de curta de animação por The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore, em 2012. Dois de seus livros foram adaptados em longas de animação, com roteiro escrito pelo próprio autor: o recém-lançado Reino Escondido (da Blue Sky) e o sucesso do último natal A Origem dos Guardiões (da Dreamworks Animation). Este, tema dessa postagem, é uma espécie de filme de super-heróis composto basicamente dos personagens mais conhecidos do universo infantil (ao menos o de língua inglesa): Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, Fada dos Dentes, Sandman e Jack Frost. Os cinco componentes da equipe dos Guardiões recebem novas leituras: Papai Noel, aqui chamado de Sr. Norte, é um velhinho superforte, com tatuagens e habilidade com espadas; o Coelhinho da Páscoa tem 1,85m de altura e ataca com bumerangues; a Fada dos Dentes espalha charme e beleza por onde anda; e o Sandman é um gorduchinho simpático que não fala, mas se expressa com desenhos feitos de areia. Além deles, que já integram o grupo há muito tempo, há a introdução de Jack Frost, um jovem altamente poderoso que precisa de orientação para usar seus poderes em prol das crianças.
Os cinco enfrentarão Breu, o Bicho-Papão em pessoa, que quer espalhar pesadelos por toda a terra e fazer com que as crianças não mais acreditem nos personagens do bem e passem a acreditar somente no malvadão.
A qualidade da animação é extraordinária, e o roteiro não deixa a desejar, mostrando Jack Frost como uma espécie de Wolverine deste universo, já que ele prefere trabalhar sozinho. Toda a trama é bem amarrada e consegue equilibrar com maestria os momentos cômicos - os elfos tocando trombetas são hilários - e os mais dramáticos, que introduzem as ótimas cenas de ação.
Contando com a produção executiva de Guillermo Del Toro, A Origem dos Guardiões é um filme divertido e que possivelmente introduz uma nova franquia cinematográfica, afinal de contas o que não faltam são histórias para ser contadas neste universo repleto de magia.


Círculo de Fogo ganhou um novo trailer legendado, que mostra mais claramente o surgimento do Projeto Jaeger, criado pelos humanos para combater os Kaiju, uma raça de criaturas gigantescas monstruosas surgidas do núcleo terrestre, vindas de uma fenda no Oceano Pacífico - o tal Pacific Rim do título, ou Círculo de Fogo. Parece que o negócio vai ser sensacional. Veja aí:


Segure a ansiedade, porque o filme de Guillermo Del Toro (O Labirinto do Fauno, Hellboy) estreia no Brasil só em 9 de agosto.

O diretor Ari Folman, de Valsa Com Bashir, está lançando em Cannes 2013 The Congress, com um elenco internacional encabeçado por Robin Wright e Harvey Keitel. O filme tem um toque surrealista onírico, e pelo trailer mostra uma mistura de drama com atores reais, animação e ficção científica que tem tudo para se tornar um desses filmes inesquecíveis. Veja o trailer e tente não se impressionar.


Noiva Encomendada pelo Correio
O artista Terry Border é uma dessas pessoas com um dom secreto. Ele consegue pegar coisas chatas do cotidiano e fazê-las ganhar vida! Na verdade, sua arte pode ser apreciada pela inteligência por trás dela.
O mais legal em seu trabalho, entretanto, é que ele pode ser desfrutado por todo mundo. Jovens ou velhos, todos nós podemos extrair algo de seus hilários objetos transformados.
O site My Modern Met perguntou a Terry de onde ele tira suas ideias. Aqui está sua resposta:
"Basicamente, eu tiro ideias para fotografias quando objetos do cotidiano me fazem lembrar de alguma outra coisa. Depois eu tento pensar em como eu posso mostrar aos outros a conexão que eu fiz. O passo seguinte - eu tento muito mesmo dar esse passo - é adicionar humor, emoção e um momento do tipo "hahaha". Por exemplo, com Noiva Encomendada pelo Correio, eu pensei nos personagens, mas a cadeirinha contra a porta realmente faz a diferença para a maioria das pessoas. Às vezes uma ideia simplesmente aparece na minha cabeça. Isso me deixa feliz".

Veja a galeria completa AQUI.

Cereal Killer

Treinando Nosso Cãozinho, Frank, no Jornal

Fruta com Experiência de Vida
Ironia em Pílulas

Zumbis São Loucos Por Cérebro


Já estava fazendo falta. Sem lançar nada desde Filhos da Esperança (2006), Alfonso Cuarón finalmente divulgou o trailer de Gravity, estrelado por George Clooney, Sandra Bullock e mais ninguém. É que o filme é uma espécie de mistura de Náufrago e Mar Aberto, no qual dois mergulhadores ficam à deriva em alto mar, à mercê de tubarões famintos - e cruéis. Mais um filme do qual ninguém estava falando nada, mas que certamente irá assumir seu lugar no coração dos cinéfilos. Veja o trailer:


Compositor: Vangelis

Quão universal é a música que o compositor grego Vangelis criou para Carruagens de Fogo? Você teria que andar um bocado para achar alguém que não a reconheça, mesmo quando mal cantarolada. Ela se provou tão duradoura que o Mr. Bean de Rowan Atkinson tocando (e conduzindo) a canção tornou-se um momento inesquecível da cerimônia de abertura das Olimpíadas de Londres, um evento no qual não falta música memorável ou emoção. O filme de Hugh Hudson foi a força condutora de Vangelis, como ele contou ao Guardian pouco antes do início da festa dos esportes. "Minha principal inspiração foi a própria história. O resto eu fiz instintivamente, sem pensar em mais nada, além de expressar meus sentimentos com os meios tecnológicos disponíveis para mim na época".


Se você não é aficionado por ficção científica, provavelmente nunca ouviu falar de O Jogo do Exterminador, livro clássico de Orson Scott Card, lançado nos anos 80, que marcou aquela geração e se tornou uma referência no gênero, gerando já uma série de adaptações para os quadrinhos lançadas pela Marvel (ainda não lançadas no Brasil).
Agora adaptado para o cinema e dirigido por Gavin Hood (de Infância Roubada e Wolverine), o filme ganhou seu primeiro trailer, lançado em uma hangout do Google+, que você pode também conferir aqui no Pop Cine Mais. Veja aí:


No filme, Ender Wiggins (Asa Butterfield, de O Menino do Pijama Listrado e A Invenção de Hugo Cabret) é um jovem introvertido mas potencialmente brilhante, selecionado para ser treinado junto à elite de crianças militares, sendo preparadas para pertencerem à Frota Internacional, força terráquea que defende o planeta da raça alienígena Formic. O elenco conta ainda com Harrison Ford (só o Indiana Jones e o Han Solo de Star Wars), Ben Kingsley (o "Mandarim" de Homem de Ferro 3), Abigail Breslin (Pequena Miss Sunshine) e Viola Davis (Histórias Cruzadas).

O Jogo do Exterminador estreia no Brasil simultaneamente aos EUA, em 1º de novembro. Sério, eu já estou na fila, porque o trailer está muito legal!

Veja aqui o hangout do Google+ (em inglês):


Compositores: Sherman Brothers

Levando o jazz às massas - ou ao menos aos seus filhos - Mogli - O Menino Lobo foi a primeira trilha sonora de animações a ser inquestionavelmente cool. Primeira e única, mas isso é discutível. Saindo das trilhas clássicas que a precederam, os Sherman Brothers e a Disney recrutaram alguns dos melhores músicos de jazz da época para dar voz aos personagens animados, e depois deixou-os à vontade para se soltarem na trilha sonora, confiando que os animadores dariam conta depois. Funcionou perfeitamente, dando-nos uma trilha que permanece há quase meio século sem nenhum sinal de ficar obsoleta.


Plínio Barboza


Antes de falarmos da edição de 2013, vamos antes fazer um resumo da historia do Festival, que é essa: O festival Abril Pro Rock acontece anualmente, desde 1993, em Recife, Pernambuco, no mês de abril. O evento se tornou referência nacional por mostrar bandas e artistas com renome na cena independente do país inteiro e do exterior, revelar novos nomes e apoiar as bandas locais.
O nascimento do Abril Pro Rock coincidiu com a explosão do Movimento Manguebeat, que revelou bandas como Penélope (banda), Chico Science & Nação Zumbi, Mundo Livre S/A, Eddie, Devotos, Faces do Subúrbio e outras.
Bandas como Los Hermanos habitualmente reputam as suas apresentações no Abril Pro Rock, feitas antes de assinarem contratos com gravadoras, como porta de entrada para o cenário nacional.
Dito isso, vamos à edição de 2013.
Esse ano o festival aconteceu nos dias 19 e 20 de Abril no Chevrolet Hall de Recife, e como sempre o line-up tanto do dia mais leve, quanto do dia mais pesado contava com bandas de alto nível, vamos a elas.
No dia 19 (o dia mais calmo), o line-up era Tagore (PE), Babi Jaques e Os Sicilianos (PE), Silva (ES), Volver (PE), Television (EUA), Marcelo Jeneci (SP), Siba (PE) e Moveis Coloniais de Acaju (DF); confesso que a exceção do Television e das bandas Tagore e Babi Jaques e Os Sicilianos, todas as outras já conhecia o som, mas tirando o Moveis que já vi dois shows todas as outras seria o primeiro show; vamos a eles:
Tagore – infelizmente não vi, cheguei atrasado.
Babi Jaques e Os Sicilianos - belo show, banda bem teatral, com uma pegada rockabilly, surf music me surpreendeu;
Silva
Silva – esse era o meu maior medo pelo fato de ele ter um som tranquilo que EU achava combinaria mais para um teatro e não um festival me surpreendeu um dos melhores shows da noite, com direito a cover de Carmen Miranda (Top 3);
Volver
Volver – apesar do ultimo disco (lançado pelo finado selo Trama Virtual) eu ter achado meio inconstante, fez um showzaço... lógico que o publico contribuiu pra vibe, adoro ir em shows de bandas Pernambucanas em Pernambuco a galera valoriza pacas;
Marcelo Jeneci
Marcelo Jeneci – depois do show do Moveis era o show que eu mais queria ver, e correspondeu a todas as expectativas, incluindo até um pedido de casamento durante a execução de Pra Sonhar (já ta virando rotina nos shows dele) foram tocadas todas as musicas do Feito pra Acabar e confesso que na hora de Felicidade e Feito Pra Acabar lagrimas brotaram nos meus olhos (Top 2);
Television – bem, apesar de ser uma banda clássica com uma legião de fãs das antigas (galera com idade pra ser meu pai curte Television) eu não conhecia nenhuma musica da banda e achei o show meio morno, é tanto que durante o show tava na fila pra tentar ganhar uma camisa do festival e fui comprar alguns vinis; por isso não ranquearei o show;
Siba – showzaço, apesar de não tá mais na pegada da época de Mestre Ambrosio, Siba e Sua Guitarra (estranho falar isso quando o normal era Siba e Sua Rabeca), tocaram o repertorio do disco Avante num show bom, mas um pouco morno, às vezes o cansaço de se ir a Festivais pode influenciar na sua percepção; (Top 4).
Móveis Coloniais de Acaju
Móveis Coloniais de Acaju – sim, meus amigos, esse era o show mais esperado da noite. Não tinha cansaço, chuva nem nada que me fizesse perder esse show do Móveis e como sempre a banda não decepcionou, mesclando músicas do primeiro disco e do segundo e apresentando as músicas do terceiro disco (os momentos mais frios do show, já que não se tinha intimidade com as músicas) e, como sempre, encerrando o com a mítica Copacabana e sua tradicional roda, com direito a banda tocando no chão no meio do público! Se tem uma coisa que recomendo a todos é de que antes de morrerem devem ir num show do Móveis Coloniais de Acaju. (Top 1)
Dia 20 – o dia do peso do Abril Pro Rock, quando aconteceu uma coisa bizarra: no fundo do Chevrolet Hall está localizado o Centro de Convenções de Recife, e nesse mesmo dia estava acontecendo um show do SPC (não o Serviço de Proteção ao Credito, mas sim o Só Pra Contrariar) e ao chegar à entrada do congresso vi várias meninas fantasiadas de piriguetes, os mano de aba reta e cabelo estilo Neymar convivendo pacificamente com cabeludos, barbudos de camisa preta, alguns usando spikes. Enfim, uma convivência pacífica, mas estranha, de rockeiros e pagodeiros (detesto rótulos, mas era impossível não reparar). Dito isso, vamos aos shows.
O segundo dia, pra mim, era o menos interessante; só queria ver duas bandas Dead Kennedys e Devotos, mas acabei vendo também o show da D.F.C e do Krisiun. Vamos a eles:
D.F.C – banda já com mais de 20 anos de carreira, toca um Punk/Hardcore dos bons, politizado e bom pra fazer roda; não conhecia a banda, mas como curto Punk/Hardcore gostei pra caramba, musicas ligeiras; pesquisarei! (Top 3)
Devotos
Devotos – banda de Recife, antes conhecida como Devotos do Ódio, formada no Alto Zé do Pinho, que tem como frontman o carismático Canibal, fez um show porrada! Só clássicos, lembrei minha adolescência, banda super politizada também e que nas letras revela as mazelas de Recife. (Top 1)
Dead Kennedys
Dead Kennedys – banda clássica da Califórnia, faz um Hardcore dos bons e com letras politizadas e algum escracho, a exceção de Jello Biafra (o vocalista original), a formação original tava toda lá. E os coroas do Dead Kennedys não decepcionaram e tocaram todos os clássicos, o vocalista interagiu legal com o publico e várias rodas aconteceram. E lógico, rolou Holiday in Camboja e um cover de Elvis, Viva Las Vegas. Lavei a alma. Ah! Depois do shows eles foram ver o show do SPC, passaram só 10 minutos lá, mas dei valor por não terem preconceito. (Top 2)
Krisiun – não sou fã de Metal (ok eu curto Metallica, Motorhead, Black Sabath e afins), mas isso não vem ao caso. O legal de ir num show de Heavy Metal é ver o quanto a galera é fiel e vai pra curtir o show, sem fuleragem de ficar filmando, tirando foto etc e tal e confesso que o Krisiun me surpreendeu, som pesado, vocal grutual. Até gostei do show. (Top 4)
Esse foi um resumo do que foi meu segundo Abril Pro Rock, um festival que desde o começo sempre quis ir, e acho que vocês deveriam ir um dia. Não se compara aos Rock In Rio, Lollapalooza, Planeta Atlântida da vida, já que o intuito do Festival sempre foi abrir a porta para as bandas novas e menos conhecidas, só pra dar uma ideia do que saiu de lá: Skank, Los Hermanos, Chico Science & Nação Zumbi, Planet Hemp, Gabriel O Pensador e muita gente boa. Pra encerrar, o Abril Pro Rock é um festival pra descobrir coisas novas.
Nos últimos meses alguns bons filmes sobre crimes relacionados à máfia foram lançados, gerando o que parece ser uma nova onda de produções do gênero. O Pop Cine Mais listou três destes filmes, os mais interessantes dentre os mais recentes, para fazer um breve panorama do que está sendo feito por aí. Vamos a eles:

O Homem da Máfia (Killing Them Softly, EUA, 2012)  - Jackie Cogan (Brad Pitt) é um assassino profissional contratado para restaurar a ordem na máfia de uma cidade, depois de três idiotas assaltarem um jogo de pôquer frequentado por figurões do crime, causando um colapso na economia criminal do local. Dirigido por Andrew Dominik (que já havia trabalhado com Brad Pitt em O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford), o filme traça um paralelo entre a crise econômica americana iniciada em 2008 e a situação financeira experimentada pelos mafiosos. A todo momento os personagens são mostrados ouvindo no rádio ou vendo na TV notícias relacionadas à crise, e os problemas com dinheiro dos próprios criminosos são exacerbados por eles mesmos, com consequências nada agradáveis para os pobres coitados que os assaltaram. O personagem de Pitt é uma espécie de agente de controle de danos, convocado para fazer tudo voltar ao normal, investigando o possível envolvimento do gerente do jogo (Ray Liotta), subcontratando outro assassino (James Gandolfini) para dar conta de um dos assaltantes e sujando as próprias mãos para encerrar a crise com muito sangue e frieza. A atuação de Pitt é o ponto alto de O Homem da Máfia. A impressão que se tem é que o ator está emulando sua atuação em Clube da Luta, mas diferente daquele Tyler Durden, aqui Jackie Cogan não causa uma crise financeira, mas colabora para sanar os prejuízos no mercado negro, onde circula tanto (ou mais) dinheiro quanto nos meios legais.

Caça aos Gângsteres (Gangster Squad, EUA, 2013) - Depois do sucesso de Zumbilândia, o diretor Rubens Fleischer começou a sentir a pressão de voltar a fazer dinheiro com seus filmes. A comédia com Jesse Eisenberg 30 Minutos ou Menos não deu certo, e uma nova tentativa foi feita com este filme de máfia inspirado em acontecimentos reais, que conta a história do Sargento John O'Mara (Josh Brolin), um policial linha-dura e honesto em uma Los Angeles infestada de corrupção por todos os lados, cooptado pelo chefe de polícia da cidade (Nick Nolte) para liderar uma força-tarefa secreta com o propósito de caçar e prender o mafioso Mickey Cohen (Sean Penn, insano, porém caricato), um chefe criminoso sanguinário, cujos objetivos envolvem dominar a máfia a nível nacional. Na história real, O'Mara não foi atrás de Cohen, mas dos seus capangas, sem liderança depois da prisão do chefão por evasão de divisas, mas Caça aos Gângsteres não pretende ser uma aula de história, e sim um filme de ação passado à beira da Segunda Guerra Mundial. A direção de arte esmerada reconstitui o período retratado no filme com um cuidado notável, entretanto o roteiro acaba usando soluções muito formulaicas, ao criar personagens com a profundidade de um pires: o policial bonitão de pavio curto (Ryan Gosling), o gênio da espionagem usado para cuidar dos grampos telefônicos (Giovanni Ribisi), o oficial veterano que se junta à equipe (Robert Patrick) - e cujo final pode ser sacado desde que entra em cena - e a já comum cota de personagens latinos (Michael Peña) e negros (Anthony Mackie), com funções muito mais figurativas do que de fato importantes no andamento da trama. Isso tudo e mais a mulher fatal, amante do mafioso que se envolve com um dos policiais (Emma Stone). Apesar de tudo, ainda é possível se divertir com Caça aos Gângsteres, que com cenas de ação bem articuladas e as boas atuações de Brolin e Gosling, torna-se em uma boa opção em uma noite de domingo, com um bom balde de pipoca e um copo gigante de refrigerante. Mas com um elenco estrelado desse esperava-se muito mais do que somente mero entretenimento. Não se pode ter tudo, não é mesmo?

Os Infratores (Lawless, EUA, 2012) - Sem dúvida o melhor filme da lista, Os Infratores conta uma história real, a dos irmãos Bondurant, contrabandistas de bebidas em plena Lei Seca pós-depressão, ameaçados por um novo delegado corrupto e seus subordinados, que desejam receber sua parte nos lucros da família. Na produção dirigida por John Hillcoat (do excelente A Estrada), a visão nada glamourizada do crime depõe a favor do filme, especialmente por mostrar tudo com uma fotografia em tons sépia que remetem à época retratada na tela. O elenco está particularmente bom aqui: Shia LaBeouf (Transformers) surpreende como o irmão mais novo, ansioso por entrar no negócio e poder ascender socialmente; Tom Hardy (o Bane de Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge), como Forrest, o irmão mais velho e capaz de sobreviver a uma garganta cortada, mostra mais do seu talento, embora pareça repetir seu Bane no filme de Christopher Nolan; Jason Clarke (A Hora Mais Escura) está bem à vontade como Howard, o Bondurant mais experiente do grupo, parceiro do irmão mais velho na hora da vingança; Jessica Chastain (A Hora Mais Escura, A Árvore da Vida), a mulher bonita que, afetada pela Grande Depressão, acaba procurando emprego no bar dos Bondurant; e principalmente Guy Pearce (Prometheus, Homem de Ferro 3), com a crueldade à flor da pele no papel do delegado corrupto e violento, capaz de tudo para conseguir o que deseja, tornando-se um vilão memorável na história recente do cinema. Diferente de Caça aos Gângsteres, Os Infratores mostra uma violência nada estetizada e muito mais realista, o que colabora para o clima sujo visto na tela e aproxima o filme das produções anteriores de John Hillcoat, como A Estrada e A Proposta. Altamente recomendável.

Compositor: Vários


Se há um filme que marca o momento em que a cultura se transformou dos tons mostarda e enlameados dos anos 70 para as tonalidades solares dos 80, com certeza é Grease. Um musical ensolarado que é tanto cheio de nostalgia como estranhamente atemporal, esta história de amor adolescente tornou-se um rito de passagem para adolescentes e crianças à beira da puberdade. Todo mundo acaba assistindo Grease em algum momento, provavelmente em uma festa cheia de amigos de 13 anos, e então as canções insanamente grudentas se tornam parte das fantasias de uma nova geração de adolescentes e o ciclo continua. Podemos esperar que um dia aquele megamix Grease, praga das pistas de dança dos anos 90, descanse, mas nunca diremos adeus a Grease em si.

Quem diria que um filme realizado em 1939, em um país que ainda sentia os efeitos de uma corrupção crescente, especialmente devido a uma Lei Seca de consequências desastrosas, e via um mundo à beira de uma guerra que teria proporções gigantescas, teria o poder de ainda causar impacto 74 anos depois! Pois é exatamente o que acontece quando se assiste A Mulher Faz o Homem (Mr. Smith Goes to Washington, EUA, 1939), um verdadeiro manifesto contra a corrupção e a favor do espírito humano.
Dirigido por Frank Capra (que também faria outro clássico, A Felicidade Não se Compra, de 1946), o filme conta a história de Jefferson Smith (James Stewart), um ingênuo líder de escoteiros apontado para preencher uma vaga no Senado americano, deixada por um senador falecido. A indicação é feita pelo governador de seu estado, um verdadeiro "pau-mandado", um fantoche nas mãos de um ambicioso empresário (Edward Arnold), que exige um novo senador pronto a votar sem questionar a favor de quaisquer leis que ele desejar aprovar. Acreditanto ser Smith um tolo e um imbecil, o empresário aceita a indicação, mas logo Smith se mostra um homem honesto e que não está nada disposto a seguir as regras do jogo da política de seu estado. 
O novo senador chega em Washington, deslumbrado com a grandiosidade dos monumentos ali existentes, especialmente o domo do Capitólio e o Memorial Lincoln, com a imponente estátua do maior presidente americano. Sua retórica simples e sincera, defensora dos ideais mais elevados da república, acabam conquistando também para o seu lado Saunders (Jean Arthur), a assessora do senador, que no começo se mostra cínica, mas não resiste às atitudes honestas daquele homem diferente de todos em Washington. O senador apresenta um projeto de lei que cria um acampamento para meninos de todas as raças, credos e nacionalidades, com o intuito de ensinar-lhes princípios morais e éticos; o problema é que o local escolhido para abrigar o acampamento é o mesmo de um esquema para a aprovação da construção de uma represa que jamais será feita, um artifício para lucros escusos de pessoas poderosas.  Contra tudo e contra todos, Smith acaba batendo de frente com os poderosos, que usam suas armas para denegrir a imagem do senador novato, que não se rende e acaba usando a seu favor um recurso curioso do regimento interno: quando um membro do parlamento está com a palavra, esta só pode ser-lhe retirada se o mesmo a ceder. Assim, Smith discursa no senado por horas a fio, com o único intuito de convencer seus pares de sua honestidade e inocência.
Smith (James Stewart) na cena antológica do discurso no Senado
Frank Capra criou em A Mulher Faz o Homem um filme atemporal, com uma mensagem capaz de ser compreendida em qualquer lugar, cujos impactos foram grandemente sentidos na época de seu lançamento. Muitos países com regimes totalitários exibiram o filme com uma dublagem que adaptava os diálogos segundo suas próprias ideologias. A Alemanha nazista proibiu a exibição da produção. Mas cópias piratas acabaram se espalhando pelo país, alcançando muitas pessoas na clandestinidade.
Estes fatos atestam a grandeza deste clássico, capaz de emocionar e prender a atenção até do espectador mais indiferente. É um filme para ser exibido em praça pública, museus, escolas, presídios, hospitais, igrejas,  esquinas, bares, restaurantes, palácios, barracos, e até em um certo Congresso Nacional. Fica aí a sugestão.
Este é um fanzine escrito por Líber Paz para o 7º FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos), que aconteceu em Belo Horizonte, em 2011. Líber é um quadrinista independente que tem feito muita coisa e mantém um blog com textos e ilustrações variadas. Vale a pena conhecer: liberland.blogspot.com.
A obra em questão traz pequenas histórias sobre relacionamentos, com muitas referências a literatura (especialmente a Charles Bukowski) e muita reflexão sobre solidão, amor e cigarros. Vale muito a pena, acredite.

Leia aqui: