Novamente com Rodrigo Santoro como Xerxes, 300: A Ascensão do Império conta a história de uma batalha que acontece paralelamente à batalha das Termópilas mostrada no primeiro filme. Desta vez o filme é dirigido por Noam Murro (Vivendo e Aprendendo).



O filme estreia no Brasil em 7 de março de 2014.
A sensação é de alívio. Mesmo filmando em Hollywood, Chan-Wook Park não perdeu seu estilo sangrento de contar suas histórias sombrias. Não está ligando o nome à pessoa? Park é simplesmente o cara que dirigiu Oldboy, um dos filmes sul-coreanos mais sensacionais dos últimos 20 anos, e que está em pleno processo de refilmagem americana, comandada por ninguém menos que Spike Lee.
Park aportou nos Estados Unidos e, de cara, já dirigiu a ganhadora do Oscar, Nicole Kidman, que mesmo não estando nos seus melhores dias - em relação à fama, digo - ainda é uma estrela. A atriz de Moulin Rouge e As Horas não está sozinha. Ela tem a companhia de Mia Wasikowska, que é, para mim, a jovem atriz com maior potencial. Ela estreou em Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton, e mostrou seu imenso talento no papel-título de Jane Eyre, de Cary Fukunaga. Também esteve em Minhas Mães e Meu Pai e no recente Os Infratores, sempre tendo algum destaque nas tramas. Além das duas atrizes, fecha o elenco Matthew Goode (o Ozymandias de Watchmen), como o perfeito sedutor misterioso, vetor do sinistro triângulo amoroso que é o centro da trama de Segredos de Sangue (Stoker, EUA/Inglaterra, 2013).
Mia é India Stoker, uma jovem de temperamento retraído e reservado, cujo único amigo, seu pai (Dermot Mulroney, aparecendo somente em flashbacks), acaba de morrer em um estranho acidente de carro. Ela agora terá de conviver com sua mãe, Evelyn (Nicole Kidman), com quem não tem nada em comum a não ser a ligação sanguínea, e seu tio, Charlie (Matthew Goode), cuja existência lhe era desconhecida até o funeral de seu pai.
Charlie se torna parte da vida das duas sem ter sido convidado, e sua personalidade misteriosa e sedutora logo se torna palpável e estranhamente confortável para Evelyn, que mal enterrou o marido. Misteriosamente, todos os que questionam a oportuna volta de Charlie ao convívio familiar acabam desaparecendo, o que desperta a atenção de India. Mas o que ela descobrirá não trará nenhum alívio à sua vida.
Todo o clima de Segredos de Sangue remete aos melhores filmes de suspense e horror familiar que já foram feitos. Desde o próprio título original "Stoker", nome da família do filme - que remete ao autor de Drácula, Bram Stoker -, tudo no filme é marcado com uma sensação desagradável de que algo muito ruim poderá acontecer em seguida. A fotografia cumpre um papel decisivo aqui. Todas as cenas parecem construídas no intuito de criar uma atmosfera claustrofóbica, especialmente a angustiante cena do clímax. Ajuda muito a atuação de Matthew Goode, que parece muito confortável no papel de Charlie, aquele cara capaz de qualquer coisa para atingir seus objetivos. Nicole Kidman também cumpre bem sua função, cada vez mais comum em sua carreira, de ser a quarentona enxuta capaz de arrancar suspiros. Mas é Mia Wasikowska quem realmente se destaca aqui. A jovem atriz mostra-se capaz de encarnar com perfeição a fragilidade de quem está deixando a adolescência e o ímpeto de quem está chegando à fase adulta. Aliás, este é o grande tema de Segredos de Sangue: a passagem para a vida adulta, mesmo que o tema seja abordado de uma maneira mórbida e sinistra - à moda de Chan-Wook Park, é claro.
Se depender de Segredos de Sangue, o futuro de Park (e Wasikowska) em Hollywood será brilhante.

Segredos de Sangue (2013) on IMDb
Tom Cruise vira herói de ação à la anos 80

O início de Jack Reacher: O Último Tiro (Jack Reacher, EUA, 2013) é angustiante. Logo de cara, vê-se um homem se posicionar em um prédio de estacionamento diante de um parque público, portando um rifle de longo alcance estilo "sniper", e atirando aleatoriamente em cinco pessoas, que simplesmente passavam por lá. A história lembra muito casos reais, como o do atirador americano responsável por matar muitas pessoas da mesma forma; lembra também o norueguês extremista que ceifou inúmeras vidas em uma ilha de seu país.
No filme, o atirador, James Barr (Joseph Sikora), é um ex-fuzileiro que serviu no Iraque e já se envolvera em um caso semelhante quando estava em serviço militar. Preso, ele afirma que só falará quando um tal de Jack Reacher for chamado. Acontece que Reacher não é muito fácil de ser encontrado. Trata-se de um ex-investigador militar, que trabalhou no caso de Barr no Iraque, sumido há dois anos, que acaba aparecendo na delegacia por conta própria. E aparece na pessoa de Tom Cruise - tão insano (embora positivamente) como em Colateral - disposto a garantir que Barr tenha a punição merecida.
A advogada de Barr, Helen (Rosamund Pike), acaba contratando Reacher como investigador para sua firma, sabendo que está lidando com um sujeito que desconhece as leis, fazendo-as por conta própria. O protagonista da história e sua parceira acabam se aprofundando na história de Barr e descobrem muito mais do que gostariam, especialmente que o atirador louco ex-militar pode até ser inocente.
O roteiro de Jack Reacher: O Último Tiro, baseado no best-seller escrito por Lee Child, foi escrito por Christopher McQuarrie - que também já escreveu Os Suspeitos e Operação Valquíria, este último também estrelado por Cruise, além da bomba O Turista. McQuarrie assume aqui a direção pela segunda vez na carreira e consegue criar uma atmosfera de mistério sem perder a mão nas boas cenas de ação. Apesar da correria de algumas cenas, Jack Reacher não é um filme de ação descerebrada, mesmo tendo um protagonista típico de produções da década de 1980, durão e imbatível, frio e calculista, mas ainda capaz de amar. A trama é intrincada e, mesmo com uma reviravolta um tanto forçada - comum nos filmes de McQuarrie - ainda garante bons momentos de diversão, especialmente na participação de Robert Duvall, como um atirador à moda antiga.
Fica a advertência: Jack Reacher não irá mudar a sua vida, muito menos o cinema de ação. É apenas Tom Cruise em boa forma, e o que é melhor, sem fazer propaganda de sua infame cientologia.

Jack Reacher: O Último Tiro (2012) on IMDb

Dirigido por Oliver Hirschbiegel (A Queda - As Últimas Horas de Hitler), Diana tem Naomi Watts no papel da princesa mais famosa do século XX, que teve um fim trágico. Veja o trailer:

Mickey (Amy Adams) é uma jovem advogada, esforçada e independente, que está prestes a se tornar sócia na firma onde trabalha. Seu pai, Gus (Clint Eastwood), é um caça-talentos de beisebol, pertencente a uma velha guarda, daqueles capazes de dizer somente pelo som de uma bola sendo rebatida ou sendo amortecida em uma luva, se o jogador - rebatedor ou lançador - é de qualidade e digno de ser contratado por sua equipe, os Atlanta Braves. O problema é que Gus está velho, e sua visão começa a desaparecer, o que pode significar sua obsolescência e consequente aposentadoria. Sabendo de sua condição, Mickey resolve tirar uns dias de folga no trabalho - em um período decisivo para seu futuro na firma - para cuidar de seu pai e se assegurar de que ele ainda pode fazer seu trabalho. Tendo sido criada em jogos de beisebol, Mickey entende muito do jogo, conhecendo estatísticas e técnicas que muito marmanjo desconhece, o que pode ser um trunfo na manga dela, ao lidar com seu pai - e um elemento interessante do filme, que mostra uma mulher superando as dificuldades de viver em um ambiente quase inteiramente masculino.
Em meio a esses dias juntos, pai e filha poderão acertar as contas com o passado, e terão que lidar com sentimentos de abandono e incapacidade, acumulados em anos de uma convivência conturbada.
O roteiro de Curvas da Vida (Trouble With the Curve, EUA, 2012) não traz nada de novo, nenhum elemento que já não tenha sido mostrado em outros filmes sobre pais e filhos. A vantagem deste filme em particular é a química entre Amy Adams e Clint Eastwood, que volta a atuar em frente às câmeras, sendo dirigido por outro cineasta, no caso, Robert Lorenz, em sua estreia como diretor. Sem muitos desafios nesta estreia, Lorenz se contenta em permitir que o talento de seus protagonistas assuma a dianteira do filme, o que não é nem de longe algo ruim. Já Eastwood, como sempre, é o destaque do elenco, vivendo seu tipo rabugento de sempre, mas com um toque de gentileza que o deixa maleável como nunca. Amy Adams, entretanto, não se intimida com a presença da lenda do cinema, provando (mais uma vez) que tem condições de se manter no topo em Hollywood, entregando sempre grandes atuações. Há também a boa participação de Justin Timberlake, como o ex-jogador, descoberto por Gus, que tem diante de si seu primeiro desafio como caça-talentos.
Curvas da Vida pode afastar, à primeira vista, o público brasileiro, que não conhece beisebol e suas regras.  Assim também é comigo. Aliás, tenho que confessar: acho beisebol um verdadeiro pé no saco. Mas isso não  é um obstáculo, já que o filme vai muito além dos jogos de beisebol; é um filme sobre o jogo da vida.

Curvas da Vida (2012) on IMDb

Um novo trailer da ficção científica Elysium, dirigido por Neill Blomkamp (Distrito 9), foi lançado hoje. Com cenas inéditas, a prévia mostra como a vida em Elysium e na Terra é tão diferente, com os ricos e privilegiados vivendo na órbita do planeta, enquanto os pobres - em sua maioria latinos - vivem na Terra desolada. O lançamento do filme é em 20 de setembro.


Finalmente saiu o 1º trailer de O Hobbit - A Desolação de Smaug! Tem Legolas (\0/), Evangeline Lilly (a Kate de Lost) como outra elfa belíssima, muita ação e o visual espetacular que todo mundo já esperava. Confira e aproveite para comentar abaixo:


A estreia é em dezembro, mas isso você já sabia!
Compositor: Michael Giacchino


Não há, nesta última década, melodia de trilha sonora mais tocante ou emocionalmente ressonante do que Married Life, de Up - Altas Aventuras. Michael Giacchino já tinha se estabelecido com seu trabalho em várias séries de J. J. Abrams e em um filme anterior da Pixar, Ratatouille, mas foi Up que lhe proporcionou um Oscar merecidíssimo e o impulsionou ao alto do Olimpo dos compositores de Hollywood. Agora ele tem Star Trek sob seus cuidados (outra trilha avassaladora) e pode em breve adicionar Star Wars na lista, se seguir seu velho amigo Abrams. Se você estiver imaginando porque ele é tão grande agora, ouça a trilha inteira: ela combina aventura, comédia delicada e aquele maravilhoso tema romântico em um único e glorioso pacote.