Lançada com grande expectativa pela HBO, The Leftovers teve seu episódio piloto exibido hoje, estreando simultaneamente em todo o mundo pelo canal pago. Criado por Damon Lindelof (Lost) e Tom Perrotta (autor de Pecados Íntimos e do livro que deu origem à série), o programa não dizia absolutamente nada sobre a trama, ou melhor, nada além do fato de que os personagens são os remanescentes de um evento trágico que ocorreu no mundo, três anos atrás: o desaparecimento súbito de 2% da população mundial, ou 140 milhões de pessoas. Pensou no Arrebatamento profetizado na Bíblia? Pois é, todo mundo também pensou, e parece que a série tenta fazer uma releitura da profecia cristã, subvertendo quase tudo em que creem bilhões de pessoas. A referência ao cristianismo está lá o tempo todo, a começar pelo slogan da série, "O tempo da graça acabou", chegando a sérias abordagens que contrapõem ciência e religião.
Passada na cidade fictícia de Mapleton, Utah, The Leftovers tem em seu primeiro episódio uma única família como principal personagem. Trata-se da família Garvey, chefiada por Kevin (Justin Theroux), chefe de polícia da cidade, que tem dois filhos jovens, ambos em encruzilhadas na vida, sem saber que caminho seguir. A menina, Jill, é uma dentre os poucos estudantes que não perdeu ninguém, e parece perdida, embora seja meiga. O rapaz, Tom, ingressou em uma misteriosa seita. A esposa, Laurie, também entrou em um culto, mas diferente e estranho, no qual as pessoas fumam o tempo todo e praticam um sinistro voto de silêncio. Aliás, esse culto é o maior mistério do primeiro episódio. Um monte de gente vestida de branco, com cigarros ininterruptamente acesos, se comunicando através de bilhetes e, aparentemente, praticantes de uma espécie de pacificação levada ao extremo: quando agredidos, não revidam nem tentam fugir.
Além disso, outras figuras entram em cena para acrescentar mais molho à mistura: o guru de uma das seitas, aparentemente pronto a explodir em violência a qualquer momento; cachorros enlouquecidos por terem testemunhado o desaparecimento de seus donos; um cara que vaga pela cidade, de rifle em punho, matando esses cães; e uma mãe que aparece na abertura do episódio, presenciando o sumiço de seu filho, ainda bebê.
Todo o clima da série colabora para intrigar o espectador. A cada nova cena, a cada novo personagem, mais perguntas se formam na nossa cabeça e, ao final do episódio, nenhuma dessas perguntas sequer começou a ser respondida. Isso acaba rendendo uma vontade praticamente irresistível de acompanhar o programa, e tentar entender o que, afinal de contas, está acontecendo. É o que eu vou fazer.

Operação Big Hero 6 é o primeira longa animado Disney que aproveita personagens da Marvel Comics, nesse caso, o grupo de super-heróis japoneses que surgiu nos quadrinhos em 1998.
Nos quadrinhos, o grupo é formado por Samurai de Prata, Solaris, GoGo Tomago, Honey Lemon, Hiro Takachiho e BayMax. No filme, o garoto-prodígio Hiro Hamada e seu companheiro robótico BayMax se unem a super-heróis para combater o mal.
Veja o trailer:



Operação Big Hero 6 chega aos cinemas em dezembro.

Foi divulgado nesta sexta o primeiro trailer de Rio, Eu te Amo, terceiro filme da série "Cities of Love", que já lançou Paris, Eu te Amo e Nova York, Eu te Amo. O filme é uma coleção de curtas independentes entre si que trazem um apanhado de diversos personagens vivendo momentos na Cidade Maravilhosa.
O elenco tem, entre outros, Fernanda Montenegro, Rodrigo Santoro, Eduardo Sterblitch, Vincent Cassel, Harvey Keitel e Jon Turturro. Cada curta tem um diretor diferente, somando onze deles: Carlos Saldanha (Rio), Fernando Meirelles (Cidade de Deus) e Paolo Sorentino (A Grande Beleza) são alguns deles.



Rio, Eu te Amo estreia nos cinemas em 11 de setembro.

Abril de 1945. Enquanto os aliados fazem sua última incursão no teatro europeu, um sargento velho-de-guerra do exército americano chamado Wardaddy (Brad Pitt) comanda um tanque Sherman e sua equipe de cinco homens em uma missão mortal por trás das linhas inimigas. Inferiores em número e armamentos, e com um soldado novato (Logan Lerman) em seu pelotão, Wardaddy e seus homens enfrentam inimigos terríveis em sua heroica tentativa para atingir o coração da Alemanha nazista.

Assim é Corações de Ferro (Fury), drama de guerra dirigido por David Ayer (que já havia dirigido o emocionante Marcados Para Morrer), que tem no elenco Brad Pitt, Logan Lerman, Shia LaBeouf, Michael Peña e Jon Bernthal.

Veja o trailer:


Corações de Ferro estreia em novembro deste ano.
"A felicidade só é real quando compartilhada."
A convergência de uma história de aventura genuína, um diretor-astro com muita sensibilidade, um elenco emocionado e apaixonado e uma trilha sonora marcante resultou em um filme inesquecível. Na Natureza Selvagem (Into The Wild, EUA, 2007) tem um poder de atração como poucos produtos fabricados em Hollywood nos anos 2000. É cativante desde o começo, quando soam os primeiros acordes das canções compostas por Eddie Vedder e podemos ler trechos da carta melancólica de um jovem sincero e puro, enquanto ele chega ao Alasca, sua última parada em um itinerário que atravessara um país inteiro, e que não teria volta. O jovem é Christopher McCandless (Emile Hirsch), que recém-formado em uma universidade de renome, e filho de pais que mantêm um casamento de fachada, resolve doar todas as suas economias para a caridade e sair pelo país sem destino, trabalhando a cada cidade apenas para ter o dinheiro da viagem para o próximo local, deixando a família no escuro, sem a menor noção de onde o rapaz se encontra. Em sua jornada, Christopher - que adota o pseudônimo de Alexander Supertramp - encontra pessoas de todos os tipos, como um casal de hippies com problemas de relacionamento, uma adolescente confusa e apaixonada (Kristen Stewart), e um velho sábio e solitário (Hal Holbrook, na melhor atuação do filme, emocionada e emocionante). Ao chegar ao Alasca, ele encontra um ônibus abandonado no meio da natureza e faz dele um forte, uma base de onde sai para explorar boa parte da região, vivendo da caça e mantendo uma relação de amor e ódio com o planeta.
Dirigido por Sean Penn, em um momento sublime de sua carreira, Na Natureza Selvagem é um manifesto em favor da liberdade, uma ode à natureza, mas acima de tudo, é a história de um coração puro e verdadeiro. A adaptação cinematográfica do livro de Jon Krakauer, best-seller absoluto nos Estados Unidos, foi feita para ser admirada, contemplada e revista vezes incontáveis. É cinema puro e belo, que merece ser descoberto.
Se a vida imita a arte, o que se faz quando a arte acaba ameaçando não só imitar a vida, mas interferir nela a ponto de poder causar a 3ª Guerra Mundial? É nesta situação que se encontra The Interview, comédia americana, estrelada por Seth Rogen e James Franco, com previsão de estreia para outubro deste ano.
O governo da Coreia da Norte prometeu nesta quarta-feira retaliar os Estados Unidos de maneira "decisiva e impiedosa", se o filme realmente for lançado. Tanta comoção se dá porque o filme fala de um complô americano para matar o ditador norte-coreano, King Jong-un, posto em prática por dois jornalistas desesperados para legitimar suas carreiras, que aterrissam em Pyongyang para tentar conseguir uma entrevista com o tirano. Isso chama a atenção da CIA, que os recruta para colocar em ação o plano de assassinato. 
No trailer da comédia, uma analista da CIA passa informações sobre Kim Jong-un aos encarregados da missão: ‘Vocês estão entrando no país mais perigoso da terra. O povo acredita em qualquer coisa que Kim Jong-un diga, inclusive que ele pode falar com golfinhos e que ele não urina nem defeca”.
No comunicado, divulgado pela agência estatal de notícias KCNA, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte afirma: “Se a administração dos Estados Unidos tacitamente aprovar ou apoiar o lançamento deste filme, vamos tomar uma contramedida decisiva e impiedosa”
O comunicado não detalha que tipo de retaliação o governo do país planeja lançar contra os Estados Unidos. A declaração ainda afirma que os americanos segue em sua "movimentação desprezível para ferir a dignidade do líder supremo".
Para uma coisa o comunicado serviu, com certeza: chamar a atenção para o filme, que até agora vinha tendo uma divulgação bem fraquinha. 
Veja o trailer e tire suas próprias conclusões.


Já está no ar o novo trailer de As Tartarugas Ninja, nova adaptação da franquia de quadrinhos e animação, produzida por Michael Bay e dirigida por Jonathan Liebesman. No elenco, Megan Fox e Will Arnett são, respectivamente, a repórter April e o câmera Vern, que se unem aos quelônios mutantes para salvar Nova York de uma conspiração controlada pelo temível Destruidor.

Veja o trailer:


As Tartarugas Ninja estreia no Brasil em 14 de agosto.
Publicação by Marvel Brasil.

O filme estreia em 31 de julho nos cinemas. Todo mundo lá!
Da Veja
O elenco de Blossom se reuniu nesta segunda-feira para apresentar uma maratona das cinco temporadas da série, que será exibida em julho pelo canal de TV a cabo americano The Hub Network, quase vinte anos após o último episódio ser apresentado pela rede NBC, em 1995.

Mayim Bialik, que viveu a protagonista Blossom Russo na sitcom, publicou em seus perfis no Instagram e no Twitter fotos em que aparece ao lado dos outros três atores principais, Joseph Lawrence, Jenna von Oÿ e Michael Stoyanov. “Tão bom estar com vocês de novo. Parece que o tempo não passou. Amo todos”, publicou Lawrence em sua conta no Twitter. As temporadas da série, que permaneceu no ar na televisão americana entre 1991 e 1995, serão reexibidas a partir de 7 de julho.
Atualmente, Mayim faz o papel de Amy em The Big Bang Theory​, enquanto Lawrence atua na série Melissa & Joey. Jenna e Stoyanov, no entanto, participaram apenas de papéis menores no cinema e na televisão desde então. Ted Wass, que interpretava o pai de Blossom, Nick Russo, não participou da reunião. Ele parou de trabalhar como ator após o final do seriado e se tornou diretor de produções como 2 Broke Girls e Undateable.

O elenco de 'Blossom' nos anos 1990
Em meio a uma onda de adaptações cinematográficas e televisivas moderninhas dos contos de fada, nada como relembrar uma HQ que, já em 2002, adiantava essa tendência, com muito mais propriedade e maturidade que alguns filmes: Fábulas, série mensal que a Vertigo lançou e publica até hoje, criada por Bill Willingham e desenhada por vários artistas, sendo o mais regular Mark Buckingham.
Em Fábulas, Bill Willingham não se contenta em adaptar os contos maravilhosos para o público adulto da Vertigo. A HQ se apropria dos personagens, famosos por vários séculos, para reinventá-los quase que completamente, em meio a um cenário urbano e cheio de intrigas. Na trama, os mundos das fábulas foram invadidos e conquistados por um tirano conhecido somente como o Adversário. Ele levou servidão e morte a estes mundos, forçando inúmeras fábulas a se exilar na nossa dimensão, nosso universo, chamado por eles de "mundano". As fábulas chegaram há mais de 400 anos em nosso mundo, através de portais mágicos, e se estabeleceram em Nova Amsterdam, que mais tarde ficaria conhecida como Nova York, e ali desenvolveram uma comunidade inteira secreta, com governo e leis próprias. Fábulas, a HQ, tem início já no século 21, quando todos aqueles personagens famosos - Branca de Neve, Lobo Mau, Cinderela, Barba Azul, etc. - já estão mais do que adaptados à vida na dimensão mundana. Branca de Neve é a vice-prefeita, chefe do xerife da Cidade das Fábulas, ninguém menos do que o próprio Lobo Mau, chamado pelas fábulas de Bigby. Os dois se veem às voltas com o misterioso desaparecimento da pouco conhecida irmã de Branca, Rosa Vermelha, uma jovem rebelde dada a festas regadas a muito álcool e drogas. O apartamento da moça está repleto de sangue, espalhado por todos os lados, também usado para escrever na parede da sala as palavras "Nunca mais felizes para sempre". Imediatamente, o xerife Bigby identifica alguns suspeitos de serem responsáveis pela provável morte de Rosa: João do Pé de Feijão, Barba Azul e a própria Branca de Neve, cujo relacionamento com a irmã nunca foi dos melhores. Assim, o primeiro arco da série, "Lendas no Exílio", tem início. 
Se a princípio o leitor de Fábulas não tem muita noção do que está acontecendo e de como aqueles personagens lendários foram parar na Nova York do século 21, à medida que as edições e os arcos vão passando, mais e mais do universo criado por Bill Willingham vai se desvelando, mostrando o tamanho da imaginação do criador da série, que até o momento parece gigantesco. Willingham utiliza uma linguagem madura e sem meias palavras para abordar temas os mais diversos e atuais: política, guerra, feminismo, racismo e diáspora, entre tantos outros assuntos discutidos na obra. Mas não se engane: há muita ação na narrativa, com batalhas épicas, lutas de espada, e personagens completamente subestimados pela cultura popular que assumem inesperados papéis heroicos nos momentos mais inusitados. Muitas surpresas aguardam os fãs de quadrinhos que se aventurarem por essas páginas.
Fábulas é publicado no Brasil pela Panini Comics, no formato de encadernados que englobam arcos inteiros. No momento, a série está no volume 17, "Herdeiros do Vento". Mas todos (ou quase todos) os encadernados ainda estão disponíveis nas lojas online especializadas, sendo possível ainda encontrar o volume 1, para que se possa mergulhar de cabeça nesse universo fascinante, adulto, e sem concessões. Mas atenção: esqueça tudo o que você sabe sobre os contos de fadas; em Fábulas, essa história de "foram felizes para sempre" é puro mito.
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Em tempo: Fábulas foi o objeto de pesquisa para minha dissertação de mestrado, chamada Quadrinhos e Fábulas: outras leituras, novos leitores. Que deverá ser publicada em forma de artigos e, posteriormente, como livro.
E chegou ao fim mais uma temporada de Game of Thrones. A HBO, em uma nova prova (precisava de mais uma?) de sua coragem e liberdade, além de uma tonelada de criatividade, pegou uma série literária adorada em todo o mundo e criou uma série além de qualquer expectativa que os fãs tivessem alimentado. Até as liberdades tomadas pelos criadores da série - não sem a concordância do autor dos livros, George R. R. Martin, que até roteirizou alguns dos episódios - podem ser perdoadas, levando-se em conta que uma coisa é a série, outra coisa são os livros. Na literatura, o ritmo e o tempo são muito diferentes da TV, que demanda um andamento bem mais dinâmico e com menos espaço para desenvolver histórias tão longas.
O "Casamento Púrpura"
Na 4ª temporada, com tantos personagens à disposição, a trama de Game of Thrones não decepcionou. Enquanto as conspirações para assumir o controle do Trono dos Sete Reinos se desenrolavam, foram os personagens que fizeram a diferença. A entrada em cena de Oberyn Martell (Pedro Pascal), príncipe de Dorne, trouxe um fôlego e uma sensualidade bem-vindos ao sisudo jogo de poder de Porto Real; a introdução dos temíveis e canibais Thenns criou um suspense ainda maior para a invasão do Povo Livre ao Castelo Negro; a cumplicidade entre Podrick e Brienne deu um toque de leveza, ao mesmo tempo em que tínhamos a impressão de que, a qualquer momento, tudo pudesse desmoronar; Tyrion, quase que a temporada inteira acuado e aprisionado, implorando por justiça, deu a Peter Dinklage a oportunidade de entregar uma atuação muito mais delicada e angustiada.
Poderíamos falar dos personagens aqui por inúmeros parágrafos. (Talvez eu crie uma série de artigos sobre cada um deles, se tiver coragem para tal.)
Tyrion, clamando pelo julgamento por combate
Além disso, é impossível escrever uma opinião sobre a temporada sem mencionar os episódios que deixaram os espectadores sem palavras, o que aconteceu muito mais este ano. Logo no segundo episódio, The Lion and the Rose, os produtores recriaram com perfeição o chamado "Casamento Púrpura", onde vimos, finalmente, a morte mais aguardada de todas: Joffrey "desgraçado" Lannister cessou de viver, e seu fim ainda nos proporcionou um dos poucos momentos de fragilidade de Cersei (Lena Headey). Ainda estávamos no começo da temporada, e muito mais ainda estava por vir. The Law of Gods and Men (ep. 6) trouxe algo que me faz amar GoT: um belo discurso a favor da justiça, pronunciado por Tyrion, que acusado de ter engendrado a morte de seu sobrinho, é julgado por um colegiado já marcado para a condenação. Quanto o Duende finalmente reclama o direito de ter um julgamento por combate, a vontade que dá é aplaudir de pé, ali mesmo na sala de casa, com um prato de bolachas ladeado por uma xícara de café, em cima do sofá.
daquelas cenas que mais me dão prazer em ser fã de
Luta entre a Montanha e a Víbora
Então vieram os três últimos episódios. The Mountain and the Viper (ep. 8) é, talvez, o que tem a cena mais grotescamente maravilhosa que os produtores da série poderiam conceber, não sem a inspiração de George R. R. Martin, é claro. A luta entre a Montanha e Oberyn, a Víbora, é muito parecida com a descrição do livro A Tormenta de Espadas. A agilidade de Oberyn contra a aspereza e a força de Gregor Clegane. E um final que, mesmo já sabendo o que aconteceria, me deixou completamente mudo e chocado: a Montanha esmagando a cabeça da Víbora com as próprias mãos.
The Watchers on the Wall (ep. 9) é tão sensacional que deveria ser lançado nos cinemas em versão ampliada, tamanha a grandiosidade presenciada ali. Se na Batalha da Água Negra, travada na 2ª temporada, a luta já havia sido marcante, aqui a defesa pela soberania do Castelo Negro chega ao sublime, em se tratando de tevê. Um episódio inteiro com a Patrulha da Noite, sem interferências, cutscenes ou
interlúdios. Somente homens de preto contra selvagens, canibais, gigantes e mamutes. E (como esquecer?) Ygritte, encontrando a morte nos braços de Jon Snow, que "não sabe de nada".
Jon Snow (Kit Harington), em cena de "The Watchers on the Wall"
Quando eu pensava que a capacidade de deslumbrar já tinha se esgotado, eis que surge o episódio final, The Children. Com um apanhado de cenas essenciais para fechar a temporada, com todos os personagens encontrando seu caminho, o episódio tinha tudo para ser apressado e confuso. Mas não foi assim. Primeiro, a chegada de Stannis Baratheon ao norte, com todo o seu imponente exército, livrando Jon Snow da morte pelas mãos de Mance Rayder, o Rei-Para-Lá-Da-Muralha, foi de cair o queixo. Bran Stark finalmente encontrando o Corvo de Três Olhos, depois de enfrentar um grupo de esqueletos vivos no melhor estilo Piratas do Caribe, foi uma bela surpresa, necessária para encerrar o arco do personagem, mesmo que adiante passagens de outros livros. Daenerys Targaryen tendo que acorrentar seus dragões - dois deles - prenuncia tempos sombrios para a Nascida da Tormenta. A luta entre o Cão de Caça e Brienne, que nunca aconteceu nos livros, foi um momento inesquecível, que resultou no esperado embarque de Arya para Braavos, usando sua moeda de ferro e as palavras que serviram de mote para toda a temporada: Valar Morghulis. E Tyrion, mostrando a Tywin todo o seu rancor acumulado por anos de desprezo, matando o próprio pai, enquanto este se encontrava na mais humilhante e ordinária das ações humanas.
Se não houve a aparição da Sra. Coração de Pedra, isso pode ser explicado porque a atriz que a encarna está ocupada com outra série, 24 Horas, mas também gera uma grande expectativa para a cena de abertura da 5ª temporada que, se for assim, será realmente fantástico.
Uma série para ter em casa, guardar na estante, e ver e rever sempre, para nunca esquecermos do que é capaz a imaginação humana. Valar Morghulis.
Talvez The Good Wife seja uma dessas melhores séries mais ou menos desconhecidas que você já ouviu falar, assim, por alto, mas nunca deu muita bola. Afinal de contas, o drama de advogados não faz parte do hype, não ocupa espaço na mídia, não mobiliza as redes sociais nem aparece nos trending topics do Twitter. Mas a série é uma das melhores coisas que há no momento, e o PopCineMais preparou uma lista de 5 razões que explicam porque a história de Alicia Florrick é absolutamente imperdível. Aí vão elas:

1. The Good Wife trata de temas incrivelmente atuais
Da espionagem da NSA ao uso de drones pelo governo americano, todos os temas que mais aparecem no noticiário internacional já foram abordados na série. Parece até que os produtores conseguem prever o que será notícia no futuro, tamanha a rapidez com que as coisas aparecem nos episódios. Só para dar um exemplo: quando a bomba lançada por Edward Snowden sobre a NSA espionar cidadãos americanos e governantes mundiais, um dos episódios apresentou questionamentos fundamentais sobre privacidade e seus limites, e a própria NSA virou figura constante nas tramas da quinta temporada. Até coisas que só ouvimos falar de longe, como a existência do Silk Road, um site de venda de drogas, armas e assassinatos, aparecem em The Good Wife. As questões mais pulsantes da contemporaneidade estão sempre na série.

2. The Good Wife traz mais acontecimentos bombásticos por episódio do que podemos suportar
Quando se pensa que uma série, que é exibida nos EUA na TV aberta, tem a coragem de mostrar advogados em seu pleno exercício da ambição e das negociatas, é impossível largar. Em The Good Wife, a quinta temporada em particular conseguiu manter o espectador grudado no sofá episódio após episódio, especialmente após a saída de Alicia Florrick da firma em que trabalhou nos últimos quatro anos (ops, spoiler, foi mal), a Lockhart/Gardner, para abrir sua própria firma, abalando as estruturas dos personagens principais e conduzindo o programa a direções totalmente diferentes. E quando nós pensávamos que era isso, que não haveria mais nenhuma surpresa, um personagem fundamental é morto, e os caminhos se embaralham completamente de novo. O final da temporada conseguiu ter mais adrenalina do que muito filme de ação que se vê por aí, sem que um tiro fosse disparado, tamanha a movimentação dos acontecimentos e a mudança dos status dos personagens.

3. Em The Good Wife os casos da semana são tão importantes quanto a trama maior
Constantemente, os casos que Alicia Florrick, Cary Agos, Diane Lockhart e Will Gardner (esses dois últimos em lados opostos aos dois primeiros) defendem acabam voltando em episódios futuros. Quem acompanha a série acaba se apegando também aos clientes dos protagonistas, que sempre se metem em confusões cada vez maiores e mais complicadas. Eventualmente, cada caso já defendido pelos advogados acaba por contribuir para a construção da trama maior, focada em Alicia Florrick e sua vida agitada como sócia em sua nova firma e mulher do governador do estado de Illinois.

4. O elenco coadjuvante de The Good Wife é o melhor da TV
Só em The Good Wife podemos encontrar, ocasionalmente, Nathan Lane (A Gaiola das Loucas), Michael J. Fox (De Volta Para o Futuro), John Noble (Fringe), America Ferrera (Ugly Betty), Matthew Goode (Watchmen - O Filme), Stockard Channing (Grease - Nos Tempos da Brilhantina), Dylan Baker (Homem-Aranha 3), Anna Camp (Histórias Cruzadas), entre tantos outros nomes e rostos conhecidos que abrilhantam e contribuem para que cada episódio seja espetacular.

5. The Good Wife tem uma das protagonistas mais cativantes da TV
Julianna Margulies, a atriz que encarna Alicia Florrick, já recebeu um Emmy e um Globo de Ouro por sua atuação na série, e quem vê o programa sabe que, de fato, cada prêmio e cada indicação ao prêmio (já foram quatro) é merecido. Sua interpretação é magistral, dando a impressão de que ela vive cada momento de sua personagem intensamente. Sem jamais apelar para soluções fáceis, Julianna arrebata o público com sua leveza e naturalidade, capazes de nos fazer chorar e, às vezes, cair na gargalhada com ela. 
Estranho fascínio que os melodramas exercem sobre nós. Os bons melodramas, é importante dizer. Aqueles que trazem um conjunto completo, que inclui um elenco eficiente, um cenário bem filmado e uma história envolvente e hipnotizante. Assim é A Imigrante (The Immigrant, EUA, 2013), o novo filme de James Gray, e a quarta colaboração do diretor com Joaquin Phoenix, que pela primeira vez escreve um papel para uma mulher protagonista. A mulher, aqui, é Marion Cotillard, que já recebeu um Oscar pelo papel principal de Piaf - Um Hino Ao Amor, a cinebiografia da grande cantora francesa. 
Em A Imigrante, sua personagem é Ewa, uma polonesa pobre que, juntamente com a irmã doente, embarca em um navio rumo aos Estados Unidos, em busca do sonho americano, em 1921. Mas quando as duas chegam à América, a irmã é colocada em quarentena, acometida de tuberculose, e Ewa é classificada como mulher de moral baixa, o que a impossibilita de receber a cidadania americana. Ela conhece Bruno Weiss (Joaquin Phoenix), que se apresenta como um amigo, disposto a ajudá-la a encontrar um lugar para ficar e um trabalho para conseguir o dinheiro e pagar pelo tratamento da irmã. O que Ewa descobrirá logo é que o suposto amigo é, na verdade, um agenciador de prostitutas. Disposta a se livrar da vida da prostituição, Ewa se une a Emil (Jeremy Renner), um mágico sonhador e apaixonado pela jovem imigrante, que planeja recuperar a irmã e fugirem os três para a Califórnia. É claro que, até que as coisas comecem a melhorar, muita coisa dará errado, afinal de contas, estamos falando de um melodrama, o que significa muito sofrimento, engano e tragédia.
Vindo de filmes que mostram mafiosos e criminosos de todo tipo (Os Donos da Noite e Caminho Sem Volta), James Gray se mostra aqui um cineasta detalhista e sofisticado, que constrói uma obra plena de grandiosidade, um épico com todas as letras. A reconstituição da Nova York da década de 1920 é de uma perfeição impressionante, e a fotografia em tons sépia ajuda na construção de um clima excelente para um melodrama. Assim como fez Todd Haynes na minissérie da HBO Mildred Pierce, Gray utiliza o cenário de época para maximizar o sofrimento e a decadência na vida de alguém.
Tudo culmina na cena final, na qual há separação e acerto de contas. A câmera se desdobra em duas partes, focando os dois personagens remanescentes seguindo cada um seu próprio caminho, em um momento sublime que encerra duas horas de um filme excelente. Um melodrama dos bons.

Antes de desvendar o caso, eles nos fizeram morrer de rir!

10. A Hora do Rush (The Rush Hour, 1998)
O esperto detetive inspetor Lee (Jackie Chan) - levado aos Estados Unidos para rastrear a filha sequestrada de um diplomata chinês - é colocado ao lado do tira tagarela de Los Angeles James Carter (Chris Tucker), cuja técnica especial para acabar com a barreira cultural é falar devagar. Com uma voz alta e irritante.

9. 48 Horas (48 Hrs, 1982)
Como último recurso, o detetive da velha guarda Sargento Jack Cates (Nick Nolte) liberta da prisão o criminoso profissional Reggie Hammond (Eddie Murphy) para ajudá-lo a rastrear dois assassinos de policiais. Em 48 horas.

8. Homens de Preto (Men in Black, 1997)
O veterano durão da força policial extraterrestre, Agente K (Tommy Lee Jones) recruta o metido Agente J (Will Smith) para ter alguém com quem ralhar.

7. Anjos da Lei (21 Jump Street, 2012)
Antigos amigos da escola, Morton Schmidt (Jonah Hill) é o cérebro enquanto o valentão Greg Jenko (Channing Tatum) aguenta todos os trancos. Eles são recrutados pela polícia para se fingirem de estudantes de Ensino Médio e desvendarem um esquema de tráfico de drogas na escola.

6. Corra que a Polícia Vem Aí (The Naked Gun: From the Files of Police Squad!, 1988)
Em uma missão para investigar a morte de seu parceiro, o bufão imbecil Tenente Frank Drebin (Leslie Nielsen) se une ao igualmente inepto Capitão Ed Hocken (George Kennedy).

5. As Bem Armadas (The Heat, 2013)
A detetive Shannon Mullins (Melissa McCarthy), o tipo de tira que tem a geladeira cheia de um arsenal de armas, é forçada a se juntar à contida Agente Especial do FBI Sarah Ashland (Sandra Bullock), que tem um jeito de fazer as coisas: de tailleur.

4. Super Tiras (Super Troopers, 2001)
Equipe de tiras sem-noção de Vermont: Thorny (Jay Chandrasekhar), Mac (Steve Lemme), Rabbit (Erik Stolhanske), John Foster (Paul Soter) e Farva (Kevin Heffernan), esses caras ficariam mais contentes em dividir um baseado com criminosos do que em algemá-los.

3. Um Tira da Pesada (Beverly Hills Cop, 1984)
Axel Foley (Eddie Murphy), um detetive de Detroit que adora uma certa palavra grosseira de quatro palavras, chega a Beverly Hills perseguindo o assassino de seu melhor amigo. O detetive Billy Rosewood (Judge Reinhold) e o Sargento John Taggart (John Ashton) são dois tiras certinhos que ficam amigos dele. Relutantemente.

2. Máquina Mortífera (Lethal Weapon, 1987)
Martin Riggs (Mel Gibson) é o jovem tira que não deixa o orgulho ficar na frente de um estiloso penteado mullet. Murtaugh (Danny Glover) é o veterano durão colocado como seu parceiro, e ele não mente de jeito nenhum.

1. Chumbo Grosso (Hot Fuzz, 2007)
Um equivocado par de policiais combatendo o mal (cisnes, ex-vilões de James Bond, etc.) em uma bucólica cidadezinha no interior da Inglaterra. O competente (até demais) policial de Londres, Nicholas Angel (Simon Pegg) é relocado para Sandford para se encontrar unido ao incompetente Danny Butterman (Nick Frost).